A direção do Boavista chegou a acordo com a empresa espanhola Sacyr, principal credora no processo de insolvência do clube, para a aquisição do respetivo crédito.

Em comunicado, a direção do Boavista refere que o entendimento, alcançado «no âmbito do processo de recuperação do clube», prevê a aquisição do crédito detido pela empresa espanhola Sacyr, principal credora no processo de insolvência, numa operação realizada «em estreita colaboração com parceiros estratégicos comprometidos com a viabilização e recuperação do Boavista».

Na sequência deste entendimento, o clube informou formalmente o tribunal competente e requereu a anulação do leilão do património, bem como a convocação de uma assembleia de credores para apreciação e votação da possibilidade de apresentação de um plano de recuperação.

Este entendimento surge três dias depois de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter rejeitado o pedido de impugnação da venda do património imobiliário do clube, submetido pela direção do Boavista. Apesar de aquele tribunal ter decidido manter o leilão, fontes do clube confirmaram à Lusa, na quarta-feira, que a decisão obrigava a mudanças no curso do leilão, que decorre até quarta-feira sob intermediação da Leilosoc.

A alienação do Estádio do Bessa, no Porto, e do seu complexo desportivo – por valor base global de 37,9 milhões de euros (ME) - decorre no âmbito do processo de insolvência do clube, cuja liquidação foi aprovada em setembro de 2025, após a acumulação de dívidas superiores a 150 ME. Em paralelo, o mesmo tribunal decretou esta semana a liquidação da SAD, com efeitos a partir de 31 de maio, após a retirada do plano de recuperação da votação pelo administrador da insolvência, decisão que poderá ainda ser revertida caso surjam novos investidores até essa data.