Outrora rivais em Manchester, Pep Guardiola e José Mourinho protagonizaram alguns episódios marcantes durante os anos em que coincidiram na Premier League. Ainda assim, houve polémicas que, com o passar dos anos, acabaram por os fazer convergir.

Em 2018, Mourinho, então treinador do Manchester United, revelou que terminar a Liga inglesa na segunda posição, atrás do City, foi «um dos maiores feitos da carreira», tendo em conta as diferenças entre as duas equipas.

Sete anos depois, é a vez de Guardiola recuperar a ideia, com o devido contexto. «Qualificar-nos para a próxima edição da Liga dos Campeões será um enorme sucesso, pelos problemas que temos tido. Agora entendo o José (Mourinho), quando disse essa frase», referiu o treinador espanhol, na antevisão ao encontro desta quarta-feira frente ao Leicester (19:45), para a 30.ª jornada da Premier League.

Tetracampeão inglês, o Manchester City luta arduamente por uma vaga na próxima edição da Champions, ocupando atualmente a quinta posição, a primeira abaixo da zona de acesso à competição, com menos um ponto do que o Chelsea.

«Já o disse umas mil vezes. As pessoas tomam como garantido que o Manchester City vai estar na Liga dos Campeões todas as épocas, mas eu sei o quão difícil isso é. Caso contrário, todas as equipas importantes também o conseguiriam, mas isso nem sempre acontece», sublinhou Guardiola.

A época do Manchester City fica marcada pelos resultados aquém do previsto, mas também pelas lesões em jogadores importantes, com os casos de Rodri, que falhou praticamente toda a temporada, e Erling Haaland como exemplos paradigmáticos desse infortúnio.

«Esta época tem sido tão estranha, tão difícil. Não tivemos vários jogadores disponíveis. Essa é a principal razão» para o rumo que ela tomou, acredita o técnico.