No espaço de apenas três meses, o Real Clube Nogueirense, coletividade do concelho de Oliveira de Azeméis que compete na Associação de Futebol de Aveiro, viu as suas instalações serem assaltadas.

Na madrugada desta quarta-feira, o cenário repetiu-se no Campo Minas do Pintor, em Nogueira do Cravo. «Desta vez eles até foram nossos amigos. Só fizeram estragos materiais nas portas, maçanetas e fechaduras. Também partiram uns acrílicos e aloquetes, mas não levaram nada. Também nunca temos lá dinheiro, não vale a pena ir lá por isso», conta ao Maisfutebol o presidente do clube, Ricardo Rocha, com alguma ironia.

É que, em novembro do ano passado, um primeiro assalto fez desaparecer um computador, o sistema de som, um amplificador, uma televisão, uma impressora e duas máquinas de café, gerando um prejuízo superior a 2.500 euros.

Agora, o rombo será na ordem dos «200 ou 300 euros», atira o dirigente. «Parece pouco, mas para um clube como o nosso, que vive de donativos e do trabalho pro bono da comunidade e dos diretores, ainda é um valor considerável», acrescenta, adiantando que a Direção vai reunir na sexta-feira para «discutir algumas iniciativas para suportar esses custos».

Depois do primeiro assalto, o clube decidiu instalar câmaras de videovigilância no estádio. «Elas apanharam um dos assaltantes, mas a imagem não ficou tão visível. Esteve lá a Polícia Judiciária a ver as filmagens», refere Ricardo Rocha, que admite reforçar a segurança nas instalações.

«Se calhar, vamos ter de pôr câmaras de segurança diretamente ligadas a uma central, mas isso tem outros custos», adianta o dirigente, antes de deixar um desabafo: «Esta é uma altura complicada na nossa zona. Há um avolumar de casos semelhantes ao nosso, em clubes e noutras instituições. Anda uma onda de assaltos nesta parte do concelho que não consigo explicar.»

O Real Clube Nogueirense conta com mais de 100 atletas nos seus quadros, sendo que a equipa sénior disputa o segundo escalão da Associação de Futebol de Aveiro.