A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) informou esta segunda-feira que vai enviar para o Ministério Público a informação relativa aos desacatos no Nun’Álvares–Benfica, no segundo jogo da final do campeonato feminino de futsal.
O organismo vincou, no site oficial, que, face «à dimensão pública e à repercussão das imagens difundidas nas redes sociais e na comunicação social relativas a desacatos na bancada» do Pavilhão do Nun’Álvares, em Fafe, no sábado, está em causa «um ilícito criminal de natureza pública».
«A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) procederá ao envio ao Ministério Público de toda a informação compilada que se afigure útil para a prossecução da justiça, atendendo à competência das autoridades judiciárias na investigação de matéria criminal», refere o comunicado.
O episódio deu-se a 4.19 minutos do fim do encontro, quando Angélica Alves, jogadora do Benfica, cometeu uma grande penalidade, ao desviar uma bola com a mão no interior da área, num lance que acabou por ditar a sua expulsão. A decisão da equipa de arbitragem deixou a jogadora do Benfica revoltada, a protestar enquanto saía da quadra, comportamento que gerou insultos por parte de um espetador no setor da equipa fafense.
Fruto dessa troca de impropérios, outro espectador deixou o setor reservado aos adeptos do Benfica e confrontou o adepto do Nun’Álvares, gerando-se uma confusão, à qual afluíram praticamente todas as jogadoras, o que motivou as árbitras Andreia Santo e Raquel Santos a suspenderem o jogo e a ordenarem a recolha das equipas aos balneários.
O jogo foi reatado após uma interrupção de 32 minutos, com o Benfica a triunfar por 4-1 e a igualar a final disputada à melhor de cinco jogos, estando o terceiro embate agendado para sábado (21h30), para o Pavilhão da Luz.