Conforme o prometido, começaram na manhã desta segunda-feira, cerca das oito horas, os primeiras trabalhos de demolição de uma das partes do Estádio da Luz. Talvez devido ao intenso frio que se fazia sentir, foram poucos os adeptos que se deslocaram ao recinto para assistir a mais este momento da história dos «encarnados». 

Por enquanto, estão a ser retiradas todas as cadeiras das bancadas Topo Sul. Uma missão que está a cargo de várias dezenas de trabalhadores, equipados com capacete, em grande azáfama.  

Nesta primeira fase, conforme explicou Mário Dias, vice-presidente para a área do património, será feita a «separação de materiais». Vão ser retirados caixilhos, madeiras, vidros, portas, materiais que não se podem misturar com o ferro e betão. 

Esta fase de remoção de materiais deverá durar os próximos dois a três dias. Para depois passar a ser feita a demolição propriamente dita de parte do Estádio, que será da porta principal até à porta 7. 

Segundo Mário Dias, este processo deverá durar cerca de um mês e meio. Uma operação lenta, mas que não poderia ser feita de outra maneira. «Seria mais rápido se fosse por implosão. Mas não é o método escolhido e não podia fazer-se parcialmente», explicou Mário Dias. 

Pode parecer perigoso para o resto da estrutura do Estádio ver uma parte ser destruída. Mas Mário Dias garante que não há qualquer perigo: «São estruturas autocortantes, portanto um módulo não afecta o outro. Neste tipo de construção, a estrutura não está ligada toda ela ente si. É feita modelarmente. O que se pretende neste momento é cortar uns tantos módulos e os outros subsistem até à sua demolição total», afirmou. 

À volta de todo o estádio é visível grande movimento. Homens, máquinas e camiões andam de um lado para outro, desmontando algumas partes do recinto. O momento mais aguardado do dia é a remoção da águia da porta principal. Algo que poderá começar a ser feito ainda hoje. A águia permanecerá num armazém, no qual ficará também guardado outro dos símbolos do clube, a estátua de Eusébio.