FIGURA: Hernâni

Por vezes alheia-se do jogo, parece amuar quando o passe não lhe chega nas pedidas desejadas e não dá o auxílio desejado nas tarefas defensivas, mas a magia que transpira resolve jogos. Foi assim na noite desta quinta-feira, a desnivelar a meia-final d taça de Portugal. Primeiro marcou com um pontapé de bicicleta, fechou a contagem a bisar com um chapéu com as medidas certas. Exibição para mais tarde recordar do extremo.

MOMENTO: chapéu de Hernâni (76’)

Passe de Tozé a rasgar a defensiva do Desp. Chaves, Hernâni vai em velocidade de António Filipe e depois assinou mais um momento de magia. Chapéu com as medidas perfeitas a fazer abanar as redes pela segunda vez e a selar o resultado final. Golo que se pode revelar importante na eliminatória

POSITIVO: ambiente no D. Afonso Henriques

Casa bem composta no D. Afonso Henriques, muitos adeptos do Desp. Chaves nas bancadas, cerca de três milhares, e um ambiente digno de uma meia-final a registar entre minhotos e transmontanos. A festa foi feita com as cores da casa no final.

OUTROS DESTAQUES

Carlos Ponck

Regressado ao onze, teve a missão de suster Marega e conseguiu travar o avançado do Vitória levando a melhor em vários duelos. Sereno, o cabo-verdiano esteve bem no setor mais recuado da equipa montada por Ricardo Soares.

Marega

Jogou como principal referência ofensiva e muito trabalho para a defensiva do Desp. Chaves, apesar de ter ficado em branco. Lutou muito, teve várias arrancadas a pressionar e a condicionar a construção flaviense.

Pedro Tiba e Bressan

A dupla de médios do Desp. Chaves rubricou uma prestação positiva, pautando o jogo flaviense com critério e, ao mesmo tempo, capacidade defensiva. Destacaram-se nas fases de maior fulgor dos transmontanos com combinações interessantes.

Miguel Silva

Decisivo nas fases cruciais do encontro com intervenções de grande nível. O guarda-redes que esta época apenas tem defendido na Taça de Portugal foi uma peça importante a responder afirmativamente nos momentos de maior aperto.