O treinador do Sporting, Rui Borges, fez, esta segunda-feira, a antevisão ao jogo com o FC Porto (terça-feira, 20h45) para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Confronto de estilos e se há dúvidas no onze do Sporting e também no do FC Porto:

«Sim, tenho dúvidas, tanto de uma equipa como da outra. Mais preocupado com a minha, claro. As dúvidas existem quase sempre, às vezes a almofada diz-nos coisas e de repente mudamos, mas estou tranquilo no que será a resposta da equipa. Nunca fugimos à nossa ideia de jogo, claro que se calhar num ou noutro jogo na Champions podemos não ter tanta bola e andar em bloco mais baixo, mas nunca fugimos à nossa ideia principal de jogo com bola. Claro que vamos defrontar a equipa que melhor defende e isso está nos dados. É uma equipa compacta, competitiva, forte em duelos individuais, forte a sair em transições, ofensivamente tem particularidades trabalhadas e consegue entrar em zonas de finalização e temos de estar preparados, equilibrados, se calhar como no jogo no Dragão, deixámos pouco ou nada. Temos de estar ligados ao momento defensivo e à perda de bola e, com bola, é tentarmos ser nós mesmos e tomar melhores decisões para conseguir ultrapassar uma equipa que defende bem a sua baliza.»

Gestão da equipa, num jogo que antecede jornada de Benfica-FC Porto e Sp. Braga-Sporting para a Liga:

«Não estou a olhar para o jogo de Braga [ndr: sábado, 18h00, 25.ª jornada], estou a olhar para o de amanhã. Queremos dar um bom passo para disputar um troféu que nos pertence e queremos continuar com ele do nosso lado. Apenas focado no FC Porto e não no Sp. Braga. Acredito que possa haver uma ou outra mudança, mas tanto da nossa parte para eles, como deles para a nossa parte. Não acredito que haja grandes mudanças, são pequenas gestões que acontecem, acho que isso pode acontecer naturalmente.»

Se consegue prever, até pelas ausências, como vai jogar o FC Porto:

«Penso que é normal que, com o passar do tempo, identifiquemos mais qualquer coisa no adversário. Nós a eles e vice-versa. São jogos competitivos, queremos ganhar muito a competição, no campeonato são as duas equipas que vão nos dois primeiros lugares. Tudo leva a que o jogo seja competitivo, o calor do momento, a paixão do jogo pode levar a que se perda uma concentração extra, um momento pode sair caro, há muita qualidade de parte a parte e pequenos deslizes e inspiração individual podem resolver estes jogos sempre competitivos e amanhã, com certeza, será novamente.»

Se as incidências do clássico no Dragão motivam (atiraram camisola do At. Madrid a Hjulmand) e se há favorito:

«Favoritismo nestes jogos… é 50/50. Seja em casa ou fora, claro que peço sempre que os nossos adeptos façam a diferença, que têm feito, com energia de fora para dentro, para ganharmos o jogo. Em relação ao que se passou no outro clássico, não é isso que vai motivar-nos. O que vai motivar será sempre defender algo que é nosso, somos detentores deste troféu e queremos muito ter a oportunidade de disputar a final novamente. Já disse e digo sempre que a final da Taça, para mim, é especial. E que assim continue. A motivação é que somos o Sporting, somos detentores da Taça e queremos continuar.»