O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, defendeu esta quinta-feira que a implementação do fair-play financeiro permitiu aos clubes estabilizar os seus índices financeiros.
«Isto mostra o papel regulador da UEFA no fair-play financeiro, permitindo a estabilização das contas dos clubes, o seu crescimento e ganhos sem precedentes», referiu Ceferin, na sequência de um relatório publicado sobre licenças dos clubes.
Segundo o documento, os ganhos combinados, nos últimos dois anos, subiram até 1,5 mil milhões de euros, por oposição aos prejuízos de 700 mil milhões de euros verificados antes da introdução das regras do fair-play.
O relatório refere que as receitas dos clubes duplicaram em relação a 2004, sendo quase seis vezes superiores a 1996, verificando-se um crescimento médio anual de 9,3 por cento. Indica, ainda, que entre 2014 e 2017 foram construídos 58 estádios, contra 23 no ciclo anterior.
Os 15 principais clubes europeus registaram receitas de 1,514 milhões de euros (um aumento de 148 por cento) contra os 453 milhões de euros de lucros encaixados pelos cerca de 700 clubes das restantes divisões europeias, que representam um aumento de 17 por cento.
«O crescimento tão diferente de ingressos não é consequência do fair-play financeiro, sendo resultado da globalização crescente e da capacidade dos clubes aproveitarem as suas mais-valias comerciais», refere o documento.
Recorde-se que o fair-play financeiro entrou em funcionamento em 2011 e obriga os clubes que se qualificam para as competições da UEFA a provar que não têm dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, segurança social e autoridades fiscais.