O Gil Vicente parece ter descoberto a fórmula para rentabilizar os lances de bola parada, que assumem, cada vez mais, um papel crucial no futebol moderno. Cinco dos sete golos marcados pela formação gilista na Liga 205/06 surgiram na sequência de cantos ou livres.
O Sporting foi a mais recente vítima, no passado domingo, ao sofrer dois golos dessa forma, não encontrando forma para travar Gregory, primeiro, e Carlos Carneiro, depois. Aliás, a equipa minhota só perdeu os quatro jogos em que ficou em branco. Quando marcou, e aproveitou em todos os jogos um lance de bola parada, ganhou três partidas (Marítimo, Benfica e Paços de Ferreira) e empatou uma (Sporting).
Os defesas-centrais Marcos António e Gregory, com dois golos cada, e o avançado Carlos Carneiro, com um, são as referências do Gil Vicente nos lances de bola parada, marcados preferencialmente por Nandinho e Gouveia. Nota, ainda, para o movimento que originou o golo da vitória sobre o Marítimo. Nandinho simulou o cruzamento, serviu Carlitos à linha, que cruzou para a entrada vitoriosa de Marcos António.

Aqui ficam as descrições do Maisfutebol dos golos apontados pela formação gilista em lances de bola parada no campeonato:
- Gil Vicente-Marítimo (1-0): «Jogada estudada, com um livre de Nandinho, que serve Carlitos na direita e este cruza para a pequena área, onde surge Marcos António a empurrar para o fundo da baliza».
- Benfica-Gil Vicente (0-2): «Nandinho marca um canto, na direita, Marcos António salta sem oposição e fuzila Moreira de cabeça».
- Gil Vicente-Paços de Ferreira (2-0): «Canto de Nandinho na esquerda do ataque, Gregory sobe mais alto do que Emerson e cabeceia com muita violência para a baliza».
- Gil Vicente-Sporting (2-2): «Livre à direita cobrado por Gouveia com o pé esquerdo. O cruzamento é tenso e apanha Gregory solto de marcação. Este cabeceia, com Ricardo a nada poder fazer».
- Gil Vicente-Sporting (2-2): «O golo surge na sequência de um canto de Nandinho, com Carlos Carneiro, no coração da área, a cabecear para o lado esquerdo».