Declarações de César Peixoto, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, após a derrota frente ao FC Porto (3-0), em jogo da 19.ª jornada da Liga:

«Sabíamos que o FC Porto ia entrar forte nos primeiros 15 minutos e nós aguentámo-nos muito bem. Criámos uma situação ou outra, foi uma primeira parte equilibrada, o FC Porto acabou fazer golo num detalhe, de penálti. Ao intervalo conversámos, tornámos a equipa mais agressiva, soltámo-nos mais com bola. Entrámos melhor do que o FC Porto na segunda parte, há o livre em que o Luís mete a bola no poste. A equipa estava bem, à procura do empate, mas a partir da expulsão, aos 70m, há outro jogo completamente diferente. Não deixámos de ter a nossa identidade e isso é o que me deixa feliz no jogo. Num ambiente difícil, mesmo com menos um a equipa não se desorganizou nem perdeu a cabeça. Até aos 70 foi um jogo equilibrado. Depois foi outro jogo. Jogar contra o FC Porto já é difícil, com um penálti e uma expulsão tudo fica ainda mais difícil.»

Sobre a expulsão de Martín Fernández

«Ele sabe que ninguém lhe vai apontar o dedo. Já vi o lance. Foi completamente sem querer. Ele não viu o jogador do FC Porto [Thiago Silva]. O grupo vai abraçá-lo.

A não utilização de Carlos Eduardo

«O Carlos Eduardo esteve lesionado. O jogo não estava propício para quem veio de lesão. A entrada do Martín era para sermos agressivos na primeira fase de pressão. Queríamos roubar bola e saltar em cima e puxar o FC Porto mais para trás. O efeito não foi o que queríamos.

Justificação das opções iniciais

«O Froholdt e o Gabri Veiga fazem diagonais cental-lateral. E o Santi tem outro andamento e características que o Luís Esteves não tem. O Santi mais agressivo na frente. O Luís não tem características para andar a correr atrás dos médios. Os nossos médios tentaram travar as diagonais dos médios do Porto. Fomos uma equipa compacta, agressiva, a querer ter bola. Faltou-nos alguma ligação.»