O Gil Vicente está nos quartos de final da Taça de Portugal, onde vai receber o Sporting, depois de receber e bater o Moreirense por 1-0. Num duelo de I Liga, os galos apareceram melhor no segundo tempo e, com mais eficácia, conseguiram marcar. Félix Correia vestiu a capa de herói e colocou a formação gilista à espera do leão.

A formação de Moreira de Cónegos subiu para cinco o número de partidas sem vencer e, depois de apagar a chama do dragão na prova rainha, sucumbiu à bicada do galo. Já os gilistas estão em sentido contrário, já não conhecem o sabor da derrota há seis jogos.

Falta de objetividade

Depois da igualdade (1-1) para o campeonato diante do Rio Ave, Bruno Pinheiro mudou meia equipa no jogo da prova rainha. Saíram do onze Andrew, Josué, Kazu, Mboula e Aguirre e entraram Brian, Marvin, Touré, Pablo e Sandro Cruz. Já César Peixoto, que também empatou na receção ao AVS (1-1), trocou quatro peças na equipa. Caio Secco, Asué, Ponck e Madson foram a jogo, enquanto Kewin, Marcelo, Gabrielzinho e Schettine ficam de fora.

Os cónegos entraram melhor e, fazendo pressão em a toda a largura do campo, não deixavam os galos construir. No primeiro quarto de hora, os locais não conseguiram passar do emio campo. Ainda assim, faltava objetividade à formação de Moreira de Cónegos na hora de alvejar a baliza. Houve algumas ameaças, mas Brian – o guarda-redes dos jogos da Taça – foi dando conta do recado.

A turma barcelense só perto da meia hora de jogo é que começou a libertar as amarras e a crescer na partida. Com mais bola no meio-campo adversário, padecia do mesmo problema dos visitantes: falta de objetividade na hora de atirar ao golo. Félix Correia era o homem mais ativo na frente, contudo sem pontaria.

Félix decide

A toada de jogo manteve-se na segunda metade. Jogo repartido, ora atacas tu, ora ataco eu, contudo os galos apareceram mais afoitos e a chegar com mais perigo à baliza visitante. Dois minutos após o reatamento, Tidjany Touré ficou muito perto do golo. Canto apontado à direita, desvio ao primeiro poste e o francês, ao segundo, a acertar com estrondo no ferro! Na resposta, Madson apareceu isolado, porém, Brian fez uma excelente mancha, num lance que acabou invalidado por fora de jogo.

Bruno Pinheiro mexeu na equipa, trocando Touré e Pablo por Mboula e Aguirre e, logo depois, coincidência ou não, surgiu o golo. Cáseres rouba o esférico à entrada da área a Benny, sobra para Félix Correia que, na cara de Caio Secco, não perdoou. Estava desfeito o nó em Barcelos para gáudio dos adeptos locais.

César Peixoto fez, de imediato, três alterações de uma assentada, tentando dar mais tração ofensiva aos cónegos, jogando com dois avançados fixos – Asué e Schettine.  Até ao final, foi mesmo Schettine que esteve mais perto de chegar à igualdade. Primeiro, desviou ao segundo poste após assistência de Asué. O remate passou perto do poste. Já na compensação, o brasileiro rematou à meia-volta à entrada da área e a bola saiu a rasar o poste. Foi a derradeira oportunidade dos cónegos, mas eram os galos que seguiam em frente.

A FIGURA: Félix Correia (Gil Vicente)

Tem sido a figura dos galos durante toda a temporada e, frente ao Moreirense, foi uma vez mais decisivo. Depois de uma primeira metade a mostrar ser o jogador mais perigoso e objetivo, mostrou eficácia no segundo tempo, na única oportunidade de que dispôs. Félix Correia deu os quartos aos galos.

O MOMENTO: Bola no poste de Touré

Foi o sinal que o Gil Vicente precisava para arrancar para uma boa segunda parte. Logo após o reatamento, Touré apareceu ao segundo poste a ficar a centímetros do golo. O remate do extremo bateu com estrondo no poste, o suficiente para acordar o galo.

NEGATIVO: Muitas paragens

Foi um jogo com muitas paragens e que quebrou constantemente o ritmo. Ora havia jogadores magoados, ora o árbitro demorava muito a permitir que os livres fossem cobrados, o certo é que a partida perdeu algum interesse em muitas fases.