Vítor Oliveira, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa, após igualdade (3-3)  frente ao Paços Ferreira:

«Ninguém imaginava terminar com 43 pontos. Era uma margem extremamente otimista e algo ilusória. O objetivo era terminar acima dos dois últimos lugares e isso pressupunha ter entre 32 e 35 pontos. Mérito dos jogadores, conseguimos fazer uma pontuação que nos parece interessante.

Hoje gostaríamos de ter ganho, teríamos subido alguma posição, não conseguimos, mas estamos felizes por tudo aquilo que conseguimos fazer ao longo da temporada. Foi absolutamente fantástico, atendendo a toda a conjuntura que rodeou o regresso do Gil Vicente à I Liga. Fizemos um campeonato muito bom.

[O que é que o Rúben Ribeiro pode ainda fazer?] Vejo o Rúben a fazer coisas boas, coisas muito boas e coisas muito más. É um jogador com um talento enorme, mas algo irregular. Chegou aos 32 anos sem conseguir dar um salto qualitativo do nível da sua qualidade. Foi importante para nós, mas defendi sempre para as minhas equipas que o futebol é um jogo coletivo e quando ele se insere nesse jogo, é fortíssimo. Temos o Messi, o Ronaldo e mais dois ou três jogadores que resolvem os jogos sozinhos. Tudo o resto tem de dar primazia ao coletivo.

[Maiores surpresas do plantel?] Não temos super-talentos. Temos alguns bons jogadores que inseridos num coletivo forte conseguem evidenciar-se, mas quando é preciso resolver, têm muita dificuldade. Os nossos e os jogadores da generalidade dos clubes, mesmo nos grandes. Devemos valorizar, cada vez mais, o grupo. Sozinhos não conseguimos ir a lado nenhum. O grande segredo do Gil Vicente, não foi particularizar, foi a equipa que teve um grande sentido coletivo e nos grandes momentos deu uma resposta extremamente positiva.

Temos diversos jogadores que podem fazer uma boa carreira no futebol português, como o Ygor e o Rodrigo, o Fernando, o Samuel, o Lourency… temos diversos jogadores que, com este ano de adaptação, serão jogadores mais fortes.

[sobre o futuro de Vítor Oliveira] Não posso dizer nada sobre o meu futuro porque não sei. Vou continuar ligado ao futebol, isso tenho a certeza. Se vou continuar como treinador ou noutra função, não sei. Dentro das oportunidades que aparecer, vou decidir aquilo.

[Porque é que o Sandro Lima não jogou?] O Sandro Lima está a ser negociado e entendemos que, como o contrato é extremamente vantajoso para ele e por tudo o que fez pelo Gil Vicente, não deveria correr o risco de se lesionar. Até porque o jogo já não era muito importante em termos de classificação.»