O jogo teve duas partes distintas. Uma primeira parte em que o Braga foi melhor, sem fazer muito por isso. Aproveitou bem os nossos erros porque na primeira meia hora falhamos sistematicamente os passes e receções e quem falha isso não pode jogar bem. Reagimos nos últimos dez minutos da primeira parte, equilibrando, sem ficar por cima.

Na segunda parte mudou. Fomos a única equipa que fez tudo para marcar e ganhar o jogo. Estivemos perto disso, criamos o número suficiente de ocasiões para isso, coisa que não tinha acontecido com o Braga na primeira parte, apesar do domínio. Uma segunda parte que me deixa satisfeito e otimista para o futuro. Esta equipa está em crescimento e crescer em competição é difícil. Conseguimos um ponto que é sempre importante frente a uma equipa como o Braga.

Nós entrámos bem na segunda parte e estávamos por cima. A paragem podia ter-nos prejudicado, mas não prejudicou. Continuamos decididos.  Teve mais a ver com os jogadores perceberem que no futebol português tem de pensar e executar mais rápido. Tem de ser mais agressivos com e sem bola e fazer um bom aproveitamento dos corredores do campo. Com um bocado de sorte podíamos até ter conseguido um resultado melhor.

Sofremos um golo aos seis minutos por termos quatro homens à frente da linha da bola o meio campo adversário, é imperdoável. Aconteceu-nos algo semelhante com o Moreirense. Esses erros primários têm de ser eliminados radicalmente, mas ainda não conseguimos. Nas primeiras cinco jornadas temos jogos muito difíceis com os primeiros classificados. Para profetas da desgraça tínhamos zero pontos a esta altura, mas já temos quatro e ainda nos falta o jogo do Setúbal e do Benfica.