A 'World Cup Experts Network' reúne órgãos de comunicação social de vários pontos do planeta para lhe apresentar a melhor informação sobre as 32 seleções que vão disputar o Campeonato do Mundo. O Maisfutebol representa Portugal nesta iniciativa do prestigiado jornal Guardian. Leia os perfis completos das seleções que participarão no torneio:

Autores dos textos: Hossein Radka e John Duerden 
Parceiro oficial no Irão: Arman Daily
Revisão: Filipe Caetano


















Que jogador vai surpreender neste Mundial?


Que jogador vai dececionar no Brasil?


Qual é a expetativa real para a seleção no Mundial?




Curiosidades e segredos da seleção

Daniel Davari


Andranik Teymourian


Ashkan Dejagah



Perfil de uma figura da seleção: Javad Nekounam



«Nek-ou-nam, Nek-ou-nam, Nek-ou-nam!!!» gritava o marcador do golo, apontando para o número 15 inscrito no peito, enquanto corria para a linha de fundo para celebrar o golo que mantinha as esperanças do Irão intactas. Os 100 mil adeptos presentes no Estádio Azadi, em Teerão, também gritavam o seu nome, assim como o relatador do jogo pela televisão e a maioria dos 80 milhões de iranianos. Javad Nekounam é o talismã da seleção.

Há quatro anos, na qualificação para a África do Sul, o mesmo jogador marcou à Coreia do Sul, mas Park Ji-sung empatou e silenciou o estádio, impedindo o apuramento para o Mundial de 2010. Agora, perante o mesmo adversário e no mesmo estádio, Nekounam voltou a repetir o gesto, mas desta vez com um desfecho bem melhor, pois a equipa vai estar no Brasil. No segundo jogo, na Coreia, e após garantido o apuramento, Carlos Queiroz elogiou-o: «Ele é o capitão perfeito. É o tipo de jogador que qualquer equipa preciso e contribui de várias formas. Quando maior é o desafio melhor ele joga».

Aos 33 anos, o médio pode não cobrir a mesma extensão de campo que no passado, mas impõe o ritmo e continua a saber lançar os contra-ataques. Experiente, estará num Mundial pela segunda vez, depois de ter integrado o lote que disputou o Mundial da Alemanha, em 2006, tendo defrontado Portugal, México e Angola. Alguns problemas no balneário contribuíram para a obtenção de apenas um empate (com os africanos).

Após seis épocas no Osasuna, onde ganhou o respeito dos adeptos, regressou ao Irão em 2012 para representar o Esteghlal, um dos gigantes de Teerão, capaz de atrair 100 mil adeptos ao estádio Azadi. Recentemente mudou-se para Kuwait SC, onde aproveitou para rechear a conta bancária e descansar um pouco para poder surgir fresco no Brasil.