Phil Jagielka, médio do Sheffield United, foi um dos destaques da 21ª jornada da liga inglesa quando teve de calçar as luvas para render o guarda-redes da sua equipa, lesionado, e defender a magra vantagem sobre o Arsenal (1-0) na fuga aos lugares de despromoção. Uma missão de meia-hora, cumprida com sucesso, mas que o jogador desvalorizou, até porque não foi a primeira vez que teve de desempenhar aquele papel.
Tudo aconteceu à passagem dos 60 minutos, quando a equipa de Sheffield vencia, com um golo solitário de Christian Nade, e Paddy Kenny se lesionou. Sem mais guarda-redes no banco, Phil Jagielka assumiu a difícil responsabilidade. «Foi a quinta vez que fui para a baliza e nesses jogos ganhámos três e perdemos dois, portanto não está mal», começou por destacar no final da partida.
«Graças a Deus não tive muitas defesas para fazer. O remate de Van Persie veio na minha direcção, estiquei a mão e, felizmente, passou por cima. Já tinha tido uma experiência boa nos treinos e o treinador decidiu que eu podia ser um guarda-redes alternativo», contou.
O jogador considera que o mais importante foi o facto da equipa já estar em vantagem, no momento em que perdeu o seu guarda-redes. «Sabíamos que se ganhássemos vantagem ia ser muito difícil para eles porque este campo não é agradável para os visitantes, com o público todo nas nossas costas», acrescentou.
Arséne Wenger, treinador do Arsenal, não arranjou desculpas para o resultado que afasta ainda mais os «Gunners» da luta pelo título. «Senti que tínhamos qualidade suficiente para ganhar o jogo. A minha equipa deu tudo até ao último minuto. Acho que a equipa tem estado bem e tem revelado um bom espírito. No primeiro erro que cometemos, eles marcaram e, depois, não conseguimos recuperar. O relvado estava muito difícil», destacou.