O Estádio da Luz cumpriu esta quinta-feira 15 anos, o que justificou uma visita ao recinto. Sem convites, sem assessores, apenas como um comum adepto.

O Maisfutebol comprou por isso o bilhete – 12,5 euros para não sócios, sem acesso ao Museu -, apresentou-se às 10 horas na Porta 17 e juntou-se a um grupo de turistas. Havia brasileiros, peruanos, um italiano, duas francesas, dois indianos. Não havia mais nenhum português.

A visita começa pelo Hall da Porta 18, onde fica a porta (sempre fechada) de acesso à SAD e onde estão as maquetas que significam a primeira paragem. É explicado que o novo Estádio da Luz fica numa zona diferente do antigo, a qual se transformou agora num bloco de apartamento. Apesar disso, a construção do novo começou ao mesmo tempo que se demolia o antigo, uma vez que vários materiais foram aproveitados para a Nova Luz: blocos de cimento, mármores, enfim.

Esta primeira paragem permite também um olhar sobre a maqueta do Centro de Treinos do Seixal e dos seus vários edifícios: incluindo o Benfica 360º, um novo complexo que permite aos jovens jogadores trabalhar aspetos técnicos através de uma instalação de realidade virtual.

A visita segue pela bancada, sempre ao nível do segundo anel, numa volta de 180 graus que vai de uma bancada central até à outra. Os adeptos podem sentar-se, olhar para o relvado, descansar.

Continua-se, depois, pela Zona Corporate, onde por estes dias há uma exposição alusiva aos 15 anos do Estádio da Luz: camisolas, cachecóis, adereços, taças e mais taças. E, claro, uma águia gigante em pedra. Que está sempre ali, de resto, a dar as boas vindas a quem entra pelo outro lado.

A visita segue pelo balneário da equipa visitante.

O Estádio da Luz tem aliás quatro balneários: um é o do Benfica e é privado. Nem os guias o podem visitar. É território sagrado. O máximo que se pode ver do balneário é através de óculos de realidade virtual. Dá para perceber o básico: é muito maior, muito mais luxuoso, muito mais bem decorado. Tem sauna, jacuzzi e todas as mordomias.

Refira-se, aliás, que nem mesmo a Seleção, quando joga na Luz na qualidade de visitado, utiliza este balneário: fica com um dos balneários visitantes, na circunstância o principal.

Ora portanto, há três balneários visitantes, sendo um deles o principal, que geralmente é utilizado pela equipa que joga contra o Benfica. Os outros dois vestiários servem de apoio, embora em jogos da Seleção, por exemplo, um deles fique para o adversário.

O balneário visitante principal é o que está aberto a visitas e tem a particularidade de estar mais decorado do que os dois restantes: muitas imagens de jogadores e adeptos encarnados. Tem uma sala de apoio, uma sala de massagens, uma televisão, chuveiros e casas de banho.

Do balneário segue-se para a sala de imprensa, pelo corredor dos campeões: um corredor pintado com as caras dos principais jogadores do clube e que serve de acesso a contactos com a imprensa.

Logo a seguir retoma-se o mesmo corredor dos campeões, para seguir para o outro lado: para o hall do túnel de acesso ao relvado. Nesta altura dá para perceber como os balneários estão separados: o do Benfica fica para a esquerda de quem sai do relvado, protegido por uma parede, o do visitante fica do lado direito. No meio fica o espaço para as flash-interviews.

Passando o corredor, chega-se então ao relvado. O estádio levanta-se imponente, por cima de um relvado impecavelmente tratado. No topo sul estão as três águias do Benfica: Vitória, Glória e Luz.

A águia que faz os voos antes dos jogos é a Vitória e tem sete anos. Ao centro está a águia Glória, mais velha, que nesta altura faz basicamente presenças: na Megastore, nas casas do Benfica, enfim, onde for necessário. Na ponta mais distante está a águia Luz, a mais jovem (e mais imponente) das três, que nesta altura ainda está em ensaios para um dia poder fazer o voo no estádio.

A visita segue então pela bancada oposta, por onde se regressa ao ponto de partida.

No fim fica a impressão que faltou visitar muitos lugares. Os camarotes, por exemplo. A tribuna presidencial. Os espaços das famílias dos jogadores. A sala de controlo de segurança.

Faltou um conhecimento mais profundo do estádio, mas ficou o essencial: a visita a um recinto que há quinze anos marca o futebol nacional, e até internacional. Palco de grandes jogos e memoráveis finais. Um recinto cinco estrelas. Garantia da UEFA.