Reinaldo Ventura, novo selecionador nacional de hóquei em patins, apontou a conquista do título mundial como objetivo a perseguir enquanto estiver em funções, até 2028. O antigo internacional português, de 47 anos, vai acumular as novas funções com o cargo de treinador da Sanjoanense.
«Tem de ser sempre um objetivo. Sabemos o momento da seleção nacional, sabemos o caminho que queremos levar, sabemos também os riscos que corremos», destacou o antigo jogador, no decorrer da apresentação que decorreu na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), onde também foi apresentada a equipa técnica formada por Marco Lopes e Hugo Silva.
O novo selecionador explicou como é vai gerir as suas funções na seleção e na Sanjoanense. «É lógico que vai ser um trabalho que é difícil gerir nas duas situações. Mas é algo em que temos também o apoio do clube, no sentido de nos podermos ausentar em determinados momentos, mas sempre salvaguardados pela estrutura do clube», referiu.
Um selecionador que conta com a «experiência acumulada» de muitos anos como jogador. «Acabo por ter muita experiência acumulada, muitos treinadores que passaram por mim e que me ensinaram muito, e por isso eu tenho esta perspetiva, que nós, treinadores, sem os jogadores somos muito pouco», destacou.
Reinaldo Ventura reconheceu ainda que as novas funções são um «sonho tornado realidade», mas também uma «responsabilidade tremenda».
A primeira convocatória para jogos oficiais da nova equipa técnica decorrerá com a participação no Torneio de Montreux, em abril.
Ainda na conferência de imprensa, o presidente da Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), Luís Sénica, também ele antigo selecionador, assegurou que Reinaldo Ventura foi a única escolha do organismo para o cargo. «Acreditamos que é uma equipa técnica que pode potencializar o rendimento da nossa seleção Nacional. É uma equipa técnica que tem credibilidade, tem capacidade e tem um conhecimento claro daquilo que é a realidade, o passado, o presente e o futuro do Hóquei Patins. Portanto, eu diria que nestes três pressupostos assentam a nossa escolha. E esta escolha, que fique, enfim, claro e inequívoco: o Reinaldo foi o único selecionador com quem nós falamos», referiu o dirigente.
Ao longo da carreira, enquanto jogador, Reinaldo Ventura ganhou praticamente tudo o que era possível, desde o título mundial ao europeu, contando também com inúmeras conquistas nacionais, entre as quais 13 títulos de campeão nacional.
O antigo hoquista cumpriu quase toda a carreira no FC Porto, clube no qual se formou, tendo jogado ainda no Óquei de Barcelos e nos italianos do Viareggio e do Trisino, tendo terminado a carreira no Juventude de Viana, emblema em que iniciou o percurso como treinador.