Clube e SAD de ideias opostas. O Cova da Piedade garantiu, esta sexta-feira, que tem quase 750 mil euros a receber da SAD, valor que diz ter sido aprovado na última assembleia geral de acionistas, mas a sociedade do emblema de Almada respondeu com a certeza de que «não deve nada ao clube» que disputa a II Liga portuguesa.

Em comunicado, assinado por todos os órgãos sociais, o clube refere que a aprovação de contas da SAD «reconhece uma dívida» ao clube de mais de 192 mil euros», além de outras verbas associadas a subsídios da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) – metade de cerca de 287 mil euros – e mais de 400 mil euros sobre vendas de jogadores.

O clube aponta ainda que a SAD recebeu da FPF um subsídio de mais de 33 mil euros para equipamento do estádio, «omitindo aos sócios» do clube o recebimento desta verba e referido apenas que investiu na aquisição de cadeiras e sistemas de controlo de entradas.

Já a SAD apelou a que o clube «deixe os tribunais decidirem» o diferendo que opõe as partes.

O diretor geral da SAD, Edgar Rodrigues, apelidou de «chantagem» o comunicado do clube da margem sul do Tejo e adiantou que a SAD «pagará tudo o que o tribunal decidir».

Questionado sobre onde irá o Cova da Piedade disputar os jogos da II Liga, caso não haja entendimento antes do primeiro jogo oficial de 2019/2020 em casa, a 18 de agosto, Edgar Rodrigues frisou que o Estádio José Martins Vieira é o «único licenciado pela Liga».