A tarde esperava-se de festa, mas também de muitos nervos. E assim foi.

No campo do Oriental, em Lisboa, o União jogou a subida de divisão, a saber que não dependia unicamente de si.

Por isso, esteve sempre atento aos outros jogos desta tarde.

No campo fez o que lhe competia. Foi superior ao Oriental e marcou cedo, através de Kisley, e foi a vencer para o intervalo.

Nos outros campos, os resultados eram favoráveis e os adeptos madeirenses - cerca de centena e meia - faziam a festa nas bancadas.

O JOGO, AO MINUTO

No segundo tempo, o União continuou a ser superior ao Oriental, mas sofria com o que ouvia nos outros jogos.

Aos 68 minutos, o Freamunde marcou e vencia o Tondela por 1-0, resultado que afastava o União da subida.

Os adeptos ressentiram-se com esse resultado, mas os jogadores não. Ainda que, mesmo que goleassem, a subida dependia de outros pés e estava noutros relvados.

Mas os golos foram surgindo: aos 71 minutos, Rúben Andrade fez o 2-0; aos 86, Soares fez o 3-0 num grande pontapé do meio da rua.

Já nos descontos, o Tondela colocou o União na I Liga. Empatou na casa do Freamunde (1-1) e no Eng. Carlos Salema, com mais três minutos para jogar, houve invasão de campo.

O árbitro Bruno Paixão parou o encontro, a festa acalmou e o jogo prosseguiu.

Os últimos minutos pareceram enormes, até que o juiz deu o encontro por terminado. Na bancada o silêncio, no relvado também.

Até que o Freamunde-Tondela terminou e a expetativa deu lugar à festa e ao União na I Liga.

«O União voltou!»

Assim, para a próxima época teremos três clubes da Madeira na primeira liga: Marítimo, Nacional e União.

Se anda nisto do futebol há muitos anos, deve lembrar-se; se nasceu na década de 90, provavelmente não.

O União é um histórico e nos anos 90 serviu de porta de entrada, em Portugal, para vários jogadores brasileiros e jugoslavos de qualidade. Nomes como Marco Aurélio e Jokanovic.

Hoje voltou à I Liga, com Vítor Oliveira no comando. O treinador perito em fazer subir equipas e que, este domingo, confirmou a saída.