O Everton está proibido nos próximos dois anos de contratar jogadores jovens que passaram nos 18 meses anteriores por qualquer clube da Premier League ou que milite nos campeonatos organizados pela EFL (2.º, 3.º e 4.º escalões de Inglaterra).

Segundo a Premier League, que aplicou a pena, ficou provado que o emblema de Liverpool violou os regulamentos de dizem respeito ao recrutamento de jovens futebolistas, tendo oferecido incentivos a um jogador e respetiva família, de forma a encorajá-lo a assinar pelo clube.

De acordo com um comunicado, o Everton admitiu a gravidade dos factos e, depois de ser confrontado com a informação, instaurou um processo de averiguações que concluiu que esta conduta afetou seis outros jogadores da academia do clube.

«Em alguns casos, foi descoberto que o clube prestou informação falsa à Liga quando foram previamente levantadas questões sobre as circunstâncias nas quais os jogadores de formação foram registados», pode ler-se no mesmo esclarecimento prestado pela Premier League.

Para além do castigo de inibição de contratar, o Everton foi ainda multado em 500 mil libras (cerca de 575 mil euros) e condenado a pagar compensações a antigos clubes de dois jogadores.

Entretanto, o Everton também já emitiu um comunicado a lamentar a conduta levada a cabo por alguns dos seus responsáveis. «Estamos extremamente desapontados com algumas das práticas que descobrimos e que estão em linha com os nossos valores e não são aceitáveis para o Everton. Aceitamos as penalizações que nos são impostas pela Premier League e apresentamos as nossas sinceras desculpas.» Na mesma nota, o clube de Marco Silva garante estar a rever o modelo de funcionamento da academia.