É mais uma má notícia para o clube de Ruben Amorim, Bruno Fernandes e Diogo Dalot. O Manchester United apresentou um prejuízo de 6,6 milhões de libras (cerca de 8,8 milhões de euros) no primeiro trimestre fiscal, consequência direta da ausência das competições europeias.

A queda contrasta com o lucro de 1,4 milhões obtido no mesmo período do ano passado e surge num momento em que a equipa treinada pelo técnico luso tenta recuperar competitividade na Premier League.

As receitas totais do clube caíram dois por cento, com destaque para as perdas no setor de direitos televisivos e bilhética, precisamente por não haver presença europeia.

O Man. United tem vindo a implementar medidas de redução de custos, incluindo cortes de pessoal, o que levou a uma descida de 8,2 por cento na folha salarial.

«As medidas difíceis tomadas no último ano permitiram criar uma estrutura mais sustentável e eficiente, preparada para melhorar o desempenho desportivo e comercial a longo prazo», disse o CEO Omar Berrada.

Apesar das dificuldades, o clube mantém a previsão de receitas entre 640 e 660 milhões de libras até 2026, e um lucro operacional entre 180 e 200 milhões.

O impacto financeiro agrava a pressão sobre a estrutura liderada por Amorim, numa temporada em que o Manchester United também enfrenta críticas de adeptos vindas da gestão de Jim Ratcliffe, proprietário minoritário com 29 por cento do capital.

Ratcliffe tem sido contestado por aumentar os preços dos bilhetes, sobretudo depois de um verão em que o clube gastou cerca de 260 milhões de euros em contratações e revelou planos para um novo estádio de 100 mil lugares, avaliado em 2,2 mil milhões de euros.