Lamentamos, Frank Ilett, mas ainda não é desta que o corte de cabelo mais aguardado pela tribo do futebol vai acontecer. A culpa é deste Manchester United, que teima em não conseguir completar uma sequência de cinco jogos seguidos a ganhar.
E a coisa até parecia bem encaminhada, depois dos triunfos nas quatro partidas anteriores (aquela ponta final frente ao Fulham gritava transcendência), mas o West Ham de Nuno Espírito Santo não está para festas (a situação na tabela é crítica), mesmo que o início de cada jogo seja pontuado com bolas de sabão no London Stadium.
Com Mateus Fernandes como titular nos hammers, tal como Diogo Dalot e Bruno Fernandes no United, o jogo da 26.ª jornada da Premier League teve uma ponta final imprópria para cardíacos, com Benjamin Sesko a selar o 1-1 ao minuto 90+6 (!) por entre uma catadupa de grandes oportunidades junto das duas balizas.
Os red devils foram a jogo com o mesmo onze que, há três dias, tinha iniciado o duelo com o Tottenham (2-0), mas demoraram a aproveitar o embalo que o bom momento atual poderia sugerir.
O primeiro aviso foi mesmo do West Ham, ao minuto 13, quando Summerville, após uma diagonal da esquerda para a zona central, rematou, em arco, para uma boa defesa de Lammens.
Só que este United, verdade seja dita, já não cai à primeira dificuldade e é mesmo capaz de responder de pronto. Aos 22 minutos, um canto estudado - começa a ser uma imagem de marca de Carrick -, batido, rasteiro e atrasado, por Bruno Fernandes, só não deu em golo porque Wan-Bissaka, em cima da linha de baliza, intercetou o desvio de Luke Shaw.
O mesmo Shaw que, perto do intervalo, conduziu um contra-ataque perigoso da equipa de Manchester, mas Diallo finalizou-o com um remate à malha lateral.
Apesar do nulo que se verificava ao intervalo, o United parecia ter a situação controlada, mas tudo não passou de uma ilusão. E efémera, já que ao minuto 50 Tomas Soucek adiantou o West Ham no marcador, assistido por Jarred Bowen, na sequência de uma jogada rápida, simples e eficaz dos hammers.
O Manchester United chegou a festejar o empate pouco depois, ao minuto 63, saído da cabeça de Casemiro, mas o internacional brasileiro estava em fora de jogo no momento do cruzamento de Kobbie Mainoo.
Do banco dos red devils saiu de pronto Benjamin Sesko, que começou por ter um remate perigoso aos 76 minutos, antes de Bryan Mbeumo ter visto Oliver Scarles negar-lhe o empate com um desvio com a cabeça (88m).
Depois de ter resistido ao assédio do United, o West Ham soltou-se no período de compensação e ficou perto de marcar em duas ocasiões, negadas por Leny Yoro a Callum Wilson (90+1m) e a Adama Traoré (90+2m).
Do outro lado, Joshua Zirkzee falhou, de cabeça, o empate por escassos centímetros, após cruzamento de Bruno Fernandes (90+3m), mas o 1-1 acabaria por surgir pouco depois, apontado por Sesko, com um desvio precioso no coração da área londrina.
Falhada a tão desejada quinta vitória consecutiva, para Michael Carrick fica a consolação de continuar invicto no comando dos red devils. Já Nuno Espírito Santo vê o West Ham aproximar-se mais um pouco da zona de salvação, agora a dois pontos de distância (mas com mais um jogo disputado do que o Nottingham Forest).