Os futebolistas da primeira e segunda divisões de Espanha consideram que «a primeira preocupação e exigência é a saúde» e que os campeonatos «não devem recomeçar até autorização dos responsáveis de saúde», face à pandemia da covid-19.

Em comunicado divulgado este domingo pelo Sindicato dos Futebolistas Espanhóis (AFE), depois de reuniões com capitães dos plantéis de ambos os escalões, os jogadores reiteram que o calendário tem que estar sujeito às decisões das autoridades sanitárias.

«Tudo está condicionado à saúde individual e à proteção da saúde pública, de todos os cidadãos e cidadãs deste país», refere a nota do Sindicato.

Os futebolistas alertam que o recomeço dos campeonatos, que pressupõe o regresso ao relvado e aos balneários, apenas poderá ser feito depois de estar garantida a segurança sanitária por um especialista em matéria epidemiológica.

Em relação às medidas de Expediente Temporário de Regularização Temporário de Emprego (ERTE) requeridas por vários clubes, o Sindicato diz estranhar o apoio da Liga às mesmas, uma vez que a entidade pede aos clubes finanças saudáveis e ela própria não tem uma «almofada temporária» para uma situação de dois meses.

«Os próprios clubes e os jogadores, individualmente, estão a fazer acordos no que diz respeito a salários. O que não vamos fazer é que deixem de estar garantidos os nossos direitos laborais», acrescenta o comunicado.

A finalizar, os futebolistas das ligas profissionais repetem que só aceitam o regresso dos campeonatos se os mesmos forem autorizados pelas autoridades.

«Não se trata do futebolista, mas de tudo o que o rodeia. E, neste sentido, se tivermos de levar a iniciativa ao Congresso dos deputados, iremos fazê-lo. A saúde deve ser algo de todos», conclui a nota dos jogadores.

A Espanha é o segundo país com mais casos de infetados pelo novo coronavírus, um total de 130.759, e regista 12.418 mortes.