Eden Hazard pendurou as botas em outubro de 2023 depois de uma série de lesões que nunca o permitiram jogar com regularidade no Real Madrid, no último capítulo da carreira. Mais de dois anos depois, o antigo craque belga, em entrevista ao The Guardian, fez um balanço da carreira e revela como passa agora aos dias, longe dos relvados, totalmente dedicado à família.

«A minha vida é bastante simples. Sou pai de cinco filhos. Sinto que sou mais taxista do que jogador, mas está tudo bem», revela o antigo médio, muito atarefado na dedicação aos filhos.

Hazard diz que a carreira de um jogador passa num abrir e fechar de olhos, mas também considera que a vida é muito mais do que pontapés na bola. «Tomei a decisão pela família, pelos meninos, pelo tempo e pela comida. A vida passa muito rápido, sobretudo no futebol. Ontem tinha 19 anos e hoje tenho 35. Há que desfrutar da vida, não só do futebol, mas de tudo», acrescenta.

Quanto à carreira, Hazard teve apenas três clubes: Lille, Chelsea e Real Madrid. «Só quero que me recordem como um bom jogador e um rapaz divertido. Não preciso de mais nada. Vejo o resto da minha vida como um avô feliz, com cabelos brancos, rodeado pelos meus filhos. É essa a vida que quero», destacou.

O futebol já é passado para Hazard, mas não faltam histórias para recordar e uma delas mete José Mourinho, ainda no Chelsea. «Fui a Lille ver um jogo e no regresso perdi o passaporte. Acabei por chegar tarde a Londres e falhei o treino. No jogo seguinte, o Mourinho deixou-me fora da equipa e disse que a culpa era minha», destaca.

Mais pela positiva, Hazaard não esquece o Mundial 2018, quando a Bélgica apresentou-se com uma das melhores seleções de sempre, não com um, mas com dois Hazards. «Foi incrível. Tive a oportunidade de jogar com o meu irmão [Thorgan]. Ser capitão do meu país foi incrível. Sentíamos que a Bélgica era incrível naqueles anos. Emboranão tenhamos ganho, ainda dizem que eramos melhores do que a França e isso deixa-me orgulhoso»,  destaca ainda Eden Hazard.