O diretor desportivo do Lille, Luís Campos, considerou «radical» a decisão da Federação Inglesa em castigar Bernardo Silva com um jogo de suspensão depois do episódio com o colega de equipa Benjamin Mendy.

«Eu conheço bem os dois jogadores, fui responsável por o Mendy ter ido para o Mónaco, o Bernardo lidei dois anos. Penso que é uma injustiça enorme e só pode ter sido castigado por alguém que não conhece o que é um balneário, o que é uma equipa de futebol. A relação de Bernardo com Mendy sempre foi especial, de verdadeira amizade. Ver o Bernardo castigado choca-me, é uma decisão radical. O que o Bernardo fez nada tem a ver com racismo, é uma decisão extremamente injusta. Se o mundo de futebol se indignou com atos de racismo, neste momento deve indignar-se com um jogador que é tudo menos racista ser castigado por algo que nada tem de racismo», afirmou Campos, à margem do World Scouting Congress, no Porto, na tarde desta quarta-feira.

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«Penso que quando é tomada uma decisão destas, deve pensar-se no ser humano. Neste caso, acho que o Bernardo é vítima de algo tão forte como o racismo, porque é castigado por algo que não tem nada a ver. Condeno tanto o racismo como condeno aqueles que acabaram de castigar o Bernardo», completou.

Luís Campos trabalhou com Bernardo Silva no Mónaco durante duas épocas, entre 2014 e 2016.

Além do castigo de um jogo, Bernardo foi punido com multa de 58 mil euros e vai ter de frequentar um programa de educação presencial. Tudo por ter comparado Mendy ao boneco símbolo de uma marca de chocolate.