Carlo Ancelotti garantiu que não vai riscar Neymar do Mundial, apesar da lesão do avançado do Santos.

A contas com um problema no gémeo da perna direita, o internacional brasileiro vai falhar os particulares frente ao Panamá e ao Egito, além de estar em dúvida para a estreia no Mundial, marcada para 13 de junho, com Marrocos.

«Antes da convocatória recebemos um comunicado do Santos que dizia que o jogador tinha um pequeno problema, um pequeno edema. E deixamos o Santos tratar do assunto até ao dia 27. O jogador foi convocado porque para a equipa técnica deveria ser convocado. No dia 27, a CBF toma responsabilidade pelo problema do Neymar. Pensamos que ele vai recuperar o mais rápido possível. Está a trabalhar bem, animado. Ele vai recuperar rápido e vai estar disponível. Pensamos que ele poderá estar recuperado para o primeiro jogo do Mundial. Se não puder recuperar para o primeiro, vai recuperar para o segundo jogo», assegurou o selecionador brasileiro, numa conferência de imprensa dominada pela lesão do ex-Barça e PSG.

«Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém. Os jogadores escolhidos são estes 26 e estes 26 vão jogar o Mundial. Por má sorte, o Neymar teve esse pequeno problema que não permite trabalhar com o grupo, mas ele está muito bem no nível individual», acrescentou.

Ancelotti assumiu que Neymar é «muito amado» no seio da seleção brasileira, mas também realçou que o avançado de 34 anos terá de entender qual é o seu «papel» nesta fase da carreira.

«Tive a primeira oportunidade de falar com ele. Falámos um pouco de tudo, da sua recuperação, da importância deste momento. Ele entendeu muito bem o seu papel neste Mundial. Os dias têm feito bem, ele trabalha muito bem para recuperar o mais rápido possível e estar disponível. Ele vai ser importante para o nosso ambiente. É importante que ele entenda bem o seu papel e acho que ele está a fazer isso.»

Questionado sobre se, caso soubesse da gravidade da lesão, teria convocado Neymar, Ancelotti respondeu de uma forma que deixou todos a rir na sala de imprensa.

«Sabem o que se diz na Itália: "se o meu avô tivesse rodas, seria um carro"», atirou.