A final do CAN foi repleta de peripécias. Uma delas deu-se atrás da baliza do Senegal e tudo por causa… de uma toalha: a toalha do guarda-redes Edouard Mendy, claro.

Nesta altura convém dizer que a atração dos marroquinos por toalhas não é nova. No jogo da meia-final, frente à Nigéria, por exemplo, os apanha-bolas roubaram duas toalhas ao guardião nigeriano, que fizeram depois desaparecer para que ele não pudesse limpar o suor.

Este domingo, na final da CAN, tentaram fazer o mesmo com Mendy, mas tiveram menos sorte. Mas que tentaram... disso não haja dúvidas. Até Ismael Saibari, jogador do PSV, foi lá tentar ajudar os apanha-bolas.

Inacreditável!

E não o conseguiram porque Yehvann Diouf, guarda-redes suplente do Senegal, foi um dos heróis da noite (e nem sequer precisou de entrar em campo).

O guardião do Nice colocou-se junto da baliza de Édouard Mendy e defendeu com unhas e dentes a toalha do compatriota, que os marroquinos tentaram roubar inúmeras vezes.

Esta rábula teve como ponto alto – e inusitado – o momento em que os apanha-bolas foram com tudo para cima de Diouf e deitaram o suplente do Senegal ao chão, tendo sido mesmo agarrado enquanto os apanha-bolas tentavam arrancar-lhe a toalha das mãos.

O que aconteceu mais do que uma vez.

Vale a pena ver outra cena de pancadaria entre o guarda-redes suplente da seleção do Senegal (sim, convém não esquecer que é um profissional de futebol, que representa o Nice) e os apanha-bolas marroquinos, por causa de uma toalha.

Mas houve mais.

Ismael Saibari, do PSV, foi mais longe e tentou até tapar o caminho para o guarda-redes suplente fazer chegar a toalha ao titular Mendy, mas Yehvann Diouf conseguiu com uma finta de corpo deliciosa.

Houve momentos em que aquela marcação corpo a corpo foi mais intensa do que qualquer outra marcação individual dentro de campo. O que é normal, há estratégias que ainda passam por parar o maior desequilibrador da equipa adversária.

Neste caso era o guarda-redes suplente. Que merecia uma taça só por isto.

O objetivo dos anfitriões do CAN seria impedir que o guarda-redes do Senegal secasse as luvas, tal como já tinha acontecido na meia-final, com a Nigéria. Os marroquinos devem acreditar que roubar a toalha do guardião adversário pode fazer de facto a diferença, tão grande foi a aplicação que colocaram nesse propósito.

Até Hakimi, estrela do PSG e um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, foi chamado a ajudar nessa intenção de roubar a toalha de Édouard Mendy.

O que ele fez, mas sem sucesso, porque um adversário foi rápido a reagir e reconquistar a toalha.

Inacreditável, não é?

O Senegal, recorde-se, viria a vencer a final no prolongamento (1-0) e Marrocos ficou-se pelo prémio… fair-play.