Diogo Dalot considera que o Manchester United está mais próximo do real estatuto do clube, tendo em avaliação os oito anos em que serve o clube. Dalot defendeu isso no podcast Rio Ferdinand Presents, com o antigo futebolista do Manchester United.
O lateral português assinou pelo clube em 2018, ainda com José Mourinho no comando da equipa. Prestes a completar 27 anos, cumpre a oitava temporada em Old Trafford.
«Talvez seja difícil de ver por quem está de fora, mas se eu comparar o United de hoje com o que era há sete anos atrás, é um clube completamente diferente. Estou a falar da estrutura, das pessoas no clube, que mudaram quase todas... mudou tudo. Já não existe aquela nuvem a pairar sobre o clube, nem as dúvidas constantes. Sentimos que o clube está mais perto de onde devia estar», afirma.
Dalot considera que o período em que foi orientado por Erik Ten Hag foi o melhor a nível individual no clube, sendo eleito o jogador do ano pelos colegas em 2024. Numa entrevista em que pouco se falou de Ruben Amorim, Dalot avaliou o impacto recente de Michael Carrick.
«Acho que a grande vantagem que ele tem agora é saber exatamente o que é jogar pelo United, estar em Carrington, o que as pessoas e os adeptos esperam de nós, o estilo de jogo que devemos praticar. Acho que a maior qualidade que ele tem é o equilíbrio, não lhe vemos nem grandes altos nem grandes baixos. Quando ele chegou, ele sabia exatamente o que nos dizer», afirmou.
«Acho que sem bola estamos a fechar muito bem no meio, a permitir aos adversários jogar mais por fora, e estamos a defender a nossa área muito bem. Uma das coisas a melhorar que identificámos é que temos de aumentar a intensidade da pressão quando estamos um pouco mais subidos no campo, mas quando temos de defender a nossa área fazemo-lo com as nossas vidas. Atacamos rapidamente, é esse o ADN do clube», completou Dalot.
Dalot tem sido muito criticado pelos adeptos nesta última temporada, mas diz conviver bem com as opiniões dissonantes.
«O facto de ter vivido aqui quase toda a minha carreira profissional, fez-me ter de aprender a lidar com isso. Aquilo que eu digo sempre e que tento passar aos meus companheiros de equipa é que, enquanto vestir esta camisola, não irei esconder-me nem irei fazer-me de vítima», afirmou.
O problema é que, muitas das vezes, as críticas vêm de antigos jogadores do clube que agora são comentadores de televisão.
«Acho que pode dar para os dois lados. Por um lado pode ser engraçado e ser motivo de brincadeira no balneário, por outro lado pode haver jogadores que se sentem mais afetados por isso. Eu concordo que os ex-jogadores devem ter a responsabilidade de tentar ter algum cuidado com o que dizem, porque podem afetar realmente alguns jogadores», admite.
Por fim, Dalot falou sobre o facto de ser um dos capitães de equipa, algo que o deixa orgulhoso. O lateral diz que Bruno Fernandes «é mais vocal» e lembra um conselho de Cristiano Ronaldo (com quem partilhou balneário no United e na Seleção).
«O Cristiano veio ter comigo um dia e disse-me: 'Ouve, o que estou a fazer contigo agora, um dia vais fazer com outro jogador. É por isso que o faço.' E com o Ben, foi natural. Tenho uma relação muito boa com ele. Passo muito tempo com ele», disse.