Sandro Rosell, ex-dirigente do Barcelona, viu ser aceite o pedido de redução de prisão de 11 para seis anos pelos crimes de branqueamento de capitais e associação criminosa. 

A decisão foi tomada esta quinta-feira pelo Ministério Público espanhol, que reduziu também as penas do advogado Joan Besolí, sócio de Rosell, e Marta Pineda, mulher do dirigente. Besolí incorria numa sanção de dez anos, que viu ser diminuída para cinco, enquanto a da mulher do antigo presidente do Barça foi passada para entre sete meses a um ano. 

Contudo, apenas a 25 de março serão explicadas as razões que levaram o delegado do Ministério Público a reduzir as penas pedidas.

A acusação pretende, ainda, que Rosell e Besolí sejam condenados ao pagamento de multas e que fiquem proibidos de exercer qualquer prática na área empresarial. Por outro lado, a defesa dos arguidos quer que os mesmos sejam absolvidos de todas as condenações de que são alvos, tendo alegado que os direitos dos seus clientes foram violados pelo tribunal ao serem invocados factos que não constavam no despacho da acusação. 

Rosell, lembre-se, foi detido em 2017, após ser acusado de ter ocultado cerca de 20 milhões de euros em paraísos fiscais, obtidos através de comissões ilegais nos direitos de transmissão de 24 jogos da seleção brasileira, e outros cinco milhões de um contrato de patrocínio com a Nike.