Álvaro Morata deu uma entrevista na qual falou sobre a saída do Atlético de Madrid, depois da conquista do Euro 2024, e abordou as motivações que o levaram à passagem breve pelo Milan, onde esteve apenas seis meses.
«Naquele momento era o que o meu corpo e a minha cabeça me pediam para fazer [sair do Atlético Madrid]. Às vezes tomamos decisões no momento certo, mais ou menos certo, mas no final penso que, se olhar para trás, percebo que os adeptos tinham conseguido, de certa forma, compreender-me e que depois do Campeonato da Europa as pessoas em Espanha já não me viam da mesma maneira, mas são decisões que se tomam», confessou o jogador sobre a saída dos ‘colchoneros’, em entrevista à Marca.
«Fui para o Milan por causa do treinador (Paulo Fonseca), que me mostrou que gostava muito de mim», confessou.
«Ao fim de alguns meses, um projeto que parece uma coisa torna-se outra por causa do próprio futebol. No final, não me senti tão confortável porque tinha ido para lá para estar com o Fonseca», lamentou o jogador espanhol, que rumou ao Galatasaray no último mercado de transferências. Paulo Fonseca deixou o Milan a 30 de dezembro, tendo sido depois substituído por Sérgio Conceição.
Atualmente no Galatasaray, Morata parece ter encontrado um novo lar no futebol turco, onde já demonstrou estar feliz e motivado para os desafios que vêm pela frente, isto apesar de estar a recuperar de uma lesão.
«Encontrei um lugar onde me tratam de uma forma especial, com muito carinho, muito amor e estou muito feliz com as pessoas. Toda a gente me tinha dito que os turcos são maravilhosos, mas até eu chegar aqui e ver com os meus próprios olhos, não nos apercebemos que é mais do que isso. Eles dão-nos tudo o que têm. Muitas vezes, e isto não é uma crítica, longe disso, consigo estar mais relaxado aqui do que noutros sítios da Europa. Tenho calma e tranquilidade.»
«No final, cada um tem de pensar nas suas próprias coisas. É fácil dar a nossa opinião, mas se tudo correr bem, na próxima época estarei a jogar na Liga dos Campeões e isso é algo importante para mim. Queria continuar a competir ao mais alto nível europeu, o que não é fácil», acrescentou.
Sobre o final de carreira, Morata, de 32 anos, tem um desejo: «Gostaria de retribuir ao presidente do Getafe, Ángel Torres, todo o carinho que me deram quando eu tinha 13 anos. O meu coração pede-me que volte para desfrutar de um ano ou dois ou quantos anos lá estiver. Espero que seja depois desta experiência na Turquia. Talvez nessa altura o Getafe tenha crescido muito mais e talvez eu não tenha lugar. Não sei, mas gostava de jogar no Getafe para terminar a minha carreira», disse, referindo-se a um clube que chegou a representar na formação.