Enrique Riquelme prometeu, na última quarta-feira, que caso vencesse as eleições do Real Madrid contrataria Erling Haaland e Rodri. Mais tarde, tanto o pai como a agente do avançado norueguês vieram desmentir qualquer tipo de contacto com o empresário espanhol. Porém, esta quinta-feira, o candidato à presidência dos Merengues voltou a reafirmar que tem um acordo com o avançado dos cityzens.

Numa entrevista ao jornal espanhol AS, Riquelme insistiu na contratação de Haaland e Rodri.

«Ele é um grande nome, alguém com quem estamos a trabalhar há já algum tempo. Temos de ter presente que esta é uma candidatura, uma eleição. Um de nós poderá vencer, ou poderá ser o outro. Compreendo que a sua equipa tenha de defender e proteger o jogador, assim como o seu clube. Isso parece-me perfeitamente normal. No entanto, fico muito satisfeito por poder afirmar que jogadores de renome como Haaland vão jogar no Real Madrid, caso eu seja eleito presidente», começou por dizer.

De seguida, o empresário espanhol revela que não foi preciso muito para convencer Haaland a aceitar a sua proposta, uma vez que quem convence é… o Real Madrid.

«Mais do que eu, o que convence Haaland é o Real Madrid. Os melhores jogadores do mundo querem vir jogar para aqui se as circunstâncias forem favoráveis. O Real Madrid também compete com outros grandes clubes no mundo, clubes com imenso talento em todos os sentidos, clubes que podem ganhar títulos, mas nenhum clube tem a história do Real Madrid», acrescentou.

Sobre o facto de tanto a agente, como o pai de Haaland terem desmentido qualquer contacto, Riquelme desvalorizou o assunto, considerando que são coisas que «fazem parte do jogo».

«Aconteceu com o Figo também; faz parte do futebol. Como eu disse, temos de proteger o jogador. Discutimos isso antes e depois. E também com o Pablo (Barquero), empresário do Rodri. No caso do Rodri, sei perfeitamente que depois teremos que conversar com o City. As circunstâncias do Rodri são diferentes das do Haaland. Temos o máximo respeito pelo clube. E a partir daí, vamos trabalhar nisso. Temos tudo tão claro e estruturado que tenho a certeza de que, se eu for presidente do Real Madrid, esses dois jogadores jogarão pelo Real Madrid», reafirmou, mostrando-se confiante na contratação dos dois jogadores.

Contudo, caso a transferência não se venha a concretizar, Enrique Riquelme deixa uma promessa aos sócios Merengues.

«Além do que já disse, ofereci uma garantia, um compromisso pessoal: se eu não cumprisse alguma dessas promessas, pagaria pessoalmente as quotas de todos os 100 mil sócios do Real Madrid (cerca de 15 milhões de euros). Não posso pedir a confiança dos sócios se não acredito na minha própria proposta. Não venho da política, e nenhum dos outros dois candidatos também não. Estou a fazer 37 anos; não estou a competir com Florentino Pérez em termos de idade. Não vou manchar a minha imagem pessoal ou profissional, nem como adepto do Real Madrid, nem como sócio, ao prometer que vou trazer um ou outro e depois não sou capaz de cumprir com o prometido. Tenho absoluta certeza de que, se me tornar presidente do Real Madrid, tudo o que for possível será feito, e estou confiante de que as coisas vão acontecer», disse.

Ainda sobre a contratações de Rodri e Haaland, bandeiras da sua candidatura, Riquelme evitou comentar sobre um possível acordo já existente com os jogadores do Manchester City.

«Não posso dar mais detalhes, porque o objetivo não é colocar as pessoas numa situação difícil. O que eu estou a dizer é que acho normal o clube proteger o jogador, porque ele está naquele clube e isso precisa de ser respeitado. Acho que está claro que farei o possível para que esses dois jogadores atuem no Real Madrid», sublinhou.

Relativamente ao próximo treinador do Real Madrid, Riquelme ainda não o nomeou, embora garanta que está à procura do «perfil que a gestão desportiva considere ideal».

Também esta quinta-feira, o oponente de Florentino Pérez aproveitou para deixar uma bicada ao atual presidente do Real Madrid, exibindo uma faixa com a frase: «O Real Madrid não está à venda». Esta mensagem tem como objetivo criticar o alegado objetivo de Florentino Pérez de privatizar o clube, algo que o empresário espanhol já criticou por diversas vezes.