O grupo de investidores liderado por Sergio Ramos estava prestes a garantir a compra do Sevilha, mas esse acordo foi quebrado uma vez que a última proposta foi, avança o El País, inferior ao que já havia sido acordado.

Segundo o El País, os atuais acionistas do clube sentiram-se «enganados». O acordo inicial previa a aquisição de 80% das ações do clube por um valor a rondar os 450 milhões de euros, valor ao qual seria descontada a dívida do Sevilha, avaliada em 88 milhões de euros.

Ora, foi na última negociação que o acordo terá rompido. O grupo de investidores liderado por Sergio Ramos propôs comprar apenas 30 mil ações por 100 milhões de euros, seguida de um aumento de capital de 120 milhões com o intuito de obter mais 42% das ações.

«Ficámos perplexos porque ele queria comprar o Sevilla por meros 100 milhões de euros. Depois, queria fazer um aumento de capital de pouco mais de 100 milhões e pagar muito menos aos acionistas», explica uma fonte presente na reunião.

O grupo de Sergio Ramos era apontado como um dos favoritos a exercer a compra do Sevilha. Os principais acionistas do emblema espanhol já tinham, inclusive, assinado um acordo de preferência com o ex-defesa do Real Madrid que permitiu uma auditoria exaustiva às contas do clube durante quase cinco meses. «Sentimo-nos enganados por esses cinco meses», disse a mesma fonte ao jornal espanhol El País.

Numa fase inicial das negociações, recorde-se, surgiu a dúvida na capacidade financeira da oferta de Sergio Ramos, na qual eram prometidos 3.200 euros por ação, mas o grupo investidor sempre defendeu essa capacidade, tendo chegado a apresentar garantias de pagamento com o apoio de uma família empresária mexicana.

Desta feita, o Sevilha recusa qualquer retoma das negociações e o regresso de Sergio Ramos ao clube onde foi formado cai, assim, por terra.