É a polémica do momento em Madrid - nesta quinta-feira foi noticiada a hospitalização de Federico Valverde na sequência de uma troca de agressões com o colega de equipa Aurelien Tchouaméni. No entanto, o uruguaio confirma um «desentendimento» sem violência física, através do Instagram.

Tal como o clube tinha informado esta quinta-feira, Valverde sofreu um traumatismo cranioencefálico. O médio explica que, «durante a discussão» com o francês, bateu «acidentalmente numa mesa», o que lhe causou «um pequeno corte na testa». 

«Em momento algum o meu colega me bateu, nem eu a ele, embora compreenda que para vocês seja mais fácil acreditar que nos envolvemos numa luta ou que foi intencional, mas isso não aconteceu», sublinha Valverde, um dos capitães de equipa. 

O uruguaio não deixa de criticar as proporções mediáticas que o caso tomou, acusando: «É evidente que aqui houve alguém por trás a espalhar rapidamente o boato (...) deixando margem para que se inventem coisas, se difamem e se exagere um incidente.» 

Valverde lamenta o ano sem títulos, o que ajuda a «ampliar» a polémica e coloca-se «à disposição do clube» e dos colegas de equipa para «colaborar em qualquer decisão que considerem necessária.» Ambos os jogadores estão no centro de um processo disciplinar interno.

Leia o comunicado na íntegra:

«Ontem tive um desentendimento com um colega devido a uma jogada num treino, em que o cansaço da competição e a frustração fazem com que tudo pareça mais grave. Num balneário normal, estas coisas podem acontecer e resolvem-se entre nós, sem que venham a público. É evidente que aqui houve alguém por trás a espalhar rapidamente o boato, a que se junta uma época sem títulos, em que o Madrid está sempre na mira e tudo é ampliado. Hoje voltámos a ter um desentendimento. Durante a discussão, bati acidentalmente numa mesa, o que me causou um pequeno corte na testa que exigiu uma visita de protocolo ao hospital.

Em momento algum o meu colega me bateu, nem eu a ele, embora compreenda que para vocês seja mais fácil acreditar que nos envolvemos numa luta ou que foi intencional, mas isso não aconteceu. Sinto que a minha raiva com a situação, a minha frustração por ver que alguns de nós estamos a chegar ao final da época com as últimas forças, a dar tudo o que temos, me levou ao ponto de discutir com um colega. Peço desculpa. Peço desculpa do fundo do coração porque a situação me dói, o momento que estamos a passar dói-me. O Real Madrid é uma das coisas mais importantes da minha vida e não posso ficar indiferente.

O resultado é uma acumulação de coisas que acabam numa luta sem sentido, prejudicando a minha imagem, deixando margem para que se inventem coisas, se difamem e se exagere um incidente; não tenho dúvidas de que os atritos que possamos ter fora do campo deixam de existir dentro dele e, se tiver de o defender dentro de um estádio, serei o primeiro. Não ia pronunciar-me até ao final da época, fomos eliminados da Champions e guardei a raiva e o rancor.

Desperdiçámos mais um ano e não estava disposto a fazer publicações nas redes sociais quando a única imagem que tinha de dar era em campo e sinto que foi isso que fiz; por isso, sou quem mais lamenta e fica triste por passar por esta situação que me impede de jogar o próximo jogo por decisões médicas, porque sempre fui até ao fim, até às últimas consequências, e dói-me mais do que a ninguém não poder fazê-lo. Estou à disposição do clube e dos meus colegas para colaborar em qualquer decisão que considerem necessária.»