Alain Orsoni, presidente do Ajaccio entre 2008 e 2015 e entre 2022 e 2023, foi morto a tiro nesta segunda-feira enquanto marcava presença no funeral da mãe em Vero, comuna da ilha francesa de Córsega que fica a cerca de 30 quilómetros de Ajaccio.
Segundo a imprensa francesa, o antigo dirigente desportivo e político, de 71 anos, não resistiu aos ferimentos provocado por uma bala disparada diretamente ao coração no momento em que se encontrava junto ao caixão da mãe.
Orsoni foi um proeminente membro e líder do Movimento de Libertação Nacional da Córsega (FLNC) nos anos 80 e em 1990 formou o Movimento pela Audodeterminação (MPA), que acabaria extinto alguns anos depois.
Esteve exilado 13 anos após recaírem sobre ele suspeitas de corrupção e regressou à Córsega pouco antes de assumir a liderança do Ajaccio, então na II Liga francesa. Nesse mesmo ano, em 2008, escapou a um plano de assassinato e em 1983 foi alvo de uma tentativa que acabou com a morte do irmão, cujos responsáveis acabariam mortos na prisão.
Supeito de constantes ligações a negócios obscuros, os anos na presidência do clube da Córsega também foram marcados por muita turbulência. Em 2009 foi detido por suspeitas de ligação ao crime organizado na ilha, mas foi libertado ao fim de 36 dias em greve de fome.
De acordo com o Le Monde, que cita fontes ligadas à investigação entretanto aberta, Alain Orsoni pode ter sido morto por um gangue organizado.