No empate diante do Burnley por 0-0, Wesley Fofana foi expulso no decorrer da partida. Reduzido a dez jogadores, o Chelsea não foi capaz de suster a pressão da equipa visitante.

Após o final do jogo, o central francês foi vítima de racismo nas redes sociais por parte dos adeptos do clube londrino. O Chelsea já emitiu um comunicado, através do qual repudia os insultos direcionados ao jogador de 25 anos. 

«Os insultos racistas direcionados ao Wes (Fofana) após o jogo de hoje da Premier League contra o Burnley são repugnantes e não serão tolerados.

Tal comportamento é totalmente inaceitável e vai contra os valores do jogo e tudo o que defendemos como clube. Não há espaço para o racismo.

Estamos inequivocamente ao lado de Wes. Ele tem todo o nosso apoio, assim como todos os nossos jogadores, que muitas vezes são obrigados a tolerar esse ódio simplesmente por fazerem o seu trabalho. Trabalharemos com as autoridades e plataformas relevantes para identificar os autores e tomar as medidas mais severas possíveis.», pode ler-se no comunicado.

Tal como o central do Chelsea, Hannibal foi igualmente alvo de insultos racistas. O médio de 23 anos partilhou nas suas redes sociais uma mensagem de um adepto que o apelida de «macaco terrorista». 

«Todos no Burnley FC estão revoltados com os insultos racistas dirigidos a Hannibal nas redes sociais após o jogo de hoje da Premier League. Não há lugar para o racismo na nossa sociedade e condenamos veementemente tais atitudes.

O clube continua a ser inequívoco na sua posição: temos uma abordagem de tolerância zero em relação a qualquer forma de discriminação.

O clube denunciou a publicação à Meta, empresa controladora do Instagram, e espera um forte apoio da mesma, da Premier League e da polícia, e trabalhará para garantir que o responsável seja identificado e investigado», referiu o Burnley em comunicado.