O grupo Kroenke Sports and Entertainment, liderado por Josh Kroenke, assumiu o controlo total do Arsenal em 2018. Em 2019, Mikel Arteta foi contratado para o comando técnico dos Gunners, depois de ter passado vários anos como adjunto de Pep Guardiola. Numa entrevista à BBC Sports, Kroenke abordou a temporada do Arsenal, o trabalho realizado por Mikel Arteta e a final da Liga dos Campeões.
A contratação do treinador espanhol, sobretudo por ser a sua primeira experiência como treinador principal, foi bastante questionada, mas para Josh Kroenke o treinador espanhol foi sempre o homem certo.
«Qualquer pessoa que tenha a oportunidade de conviver com o Mikel Arteta, acredita facilmente no que ele diz. Acho que ele, a sua equipa técnica e os nossos jogadores conquistaram o direito de ter a paciência [da direção] nesses momentos graças à quantidade de trabalho e energia que dedicaram nos bastidores», começou por dizer.
O começo de Arteta no Arsenal não foi o melhor. Em 2020, apesar da conquista da Taça de Inglaterra, a equipa terminou no oitavo lugar da Premier League, mas o copresidente dos Gunners acredita que o facto de não existirem adeptos no estádio, devido à pandemia da Covid-19, deu «espaço» ao técnico para trabalhar.
«Não sei se alguma vez o admitiria, nem o Mikel nem ninguém, mas havia algo no Mikel que me fazia pensar que ele tinha um pouco daquilo a que eu chamaria de espaço durante a pandemia, quando não havia adeptos por perto. Houve algumas dificuldades de adaptação que se fizeram sentir durante os jogos, em vários momentos, e, obviamente, ganhámos a Taça de Inglaterra, mas o facto de não termos aquela pressão adicional dos adeptos a estarem sempre em cima de nós em diferentes momentos, quando estávamos a passar por várias fases de crescimento… olhando para trás, acho que podemos dizer que talvez isso tenha sido uma pequena vantagem», começa por dizer.
Josh Kroenke refere que a conquista do título da Premier League é o renascer de um gigante adormecido e aponta para a vitória na final da Liga dos Campeões.
«Eu sabia que éramos um gigante adormecido que precisávamos despertar de alguma forma. Acho que posso olhar para trás e dizer que nosso objetivo principal era vencer a Premier League, porque se consegues lutar pela Premier League, lutas por tudo. Agora, se conseguirmos um bom resultado no sábado, isso não vai mudar nem afetar quem somos. Quando ganhas algo, o sol volta a nascer no dia seguinte», concluiu.
O Arsenal, recorde-se, joga a final da Liga dos Campeões frente ao PSG, no sábado, às 17h.