O treinador Ricardo Sá Pinto, que se tinha refugiado na Embaixada Portuguesa no Irão, teve de sair do local após o encerramento temporário dessas instalações. Em declarações enviadas à CNN Portugal/Maisfutebol, o técnico admite que não vai sair imediatamente do país.
Ricardo Sá Pinto prefere «aguardar» por desenvolvimentos. «Tenho tido pouquíssima internet. Vou para uma zona sem internet e vou ter de sair da Embaixada. As coisas estão minimamente controladas. É verdade que encerraram a Embaixada, o nosso representante volta hoje para Portugal», ao contrário de Sá Pinto.
«Tenho jogo daqui a três dias, querem que eu fique, existe uma pressão nesse sentido. Mas sempre atento. A qualquer altura, se algo de mais grave acontecer, temos um plano de emergência bem preparado. Terrestre ou aéreo. Vou aguardar para perceber o que acontece nos próximos dois ou três dias», revelou o português.
A representação portuguesa em Teerão foi encerrada temporariamente, revela um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no qual é feito o ponto da situação sobre os portugueses no país.
«Todos os portugueses naquele país foram contactados, tendo oito cidadãos nacionais já abandonado território iraniano. Alguns cidadãos encontram-se em processo de saída do país (com diligências reservadas por motivos de segurança) e os restantes dez cidadãos nacionais (sete dos quais detêm dupla nacionalidade, portuguesa e iraniana) quiseram permanecer no país», acrescenta a nota.
Sá Pinto é treinador do Esteghlal desde julho do ano passado. No plantel do clube de Teerão está o antigo guarda-redes do Sporting, Antonio Adán.
O Irão continua em estado de sítio pelos protestos da população, que pede melhores condições de vida e uma mudança do regime.
[Notícia atualizada às 13h45, com declarações de Ricardo Sá Pinto]