Quando, em 2018, Zinedine Zidane deixou o Real Madrid, vários nomes surgiram em cima da mesa para treinar os merengues. Um deles era Julian Nagelsmann, atual técnico do Bayern, que na altura comandava o Hoffenheim.

O técnico dos bávaros recordou essa decisão e explicou porque não quis ‘dar um passo maior que a perna’ e ingressar nos merengues, à data tricampeões europeus e com um plantel recheado de estrelas.

«É muito diferente. Quando assumi a primeira equipa do Hoffenheim, onde já era treinador das camadas jovens e conhecia empregados de limpeza e jardineiros, o tempo de adaptação é muito menor. Sabia exatamente com quem tinha de falar se queria cones para treinar. Se quero a minha sopa de vegetais à tarde falo com o cozinheiro que já conheço. Quando primeiro tens de conhecer todas as pessoas de um clube já é outra dimensão. Estava na altura de subir de nível, mas não para o mais alto possível», explicou à Sport Ilustrated.

Quando assumiu o comando da equipa sénior Hoffenheim, em 2015-16, a equipa lutava pela manutenção e, na última jornada, agarrou o objetivo. O treinador alemão acredita que se tivesse descido de divisão a carreira teria seguido um rumo diferente.

«Nesta altura seria um treinador de sub-19 novamente, não treinaria na Bundesliga», admitiu.

Relativamente ao futuro nos próximos anos, Nagelsmann tem esperança de continuar ao comando do emblema de Munique mas avisa: «Não quero ser treinador até aos 70 anos.»