A cumprir três meses à frente da equipa do Grémio, o treinador português Luís Castro foi muito sincero quanto à sua autoavaliação. Após a derrota diante do Palmeiras, de Abel Ferreira, por 2-1, Castro foi confrontado pelos jornalistas com o registo do Grémio.
Ao fim de nove jornadas, a equipa é décima classificada, com um aproveitamento de 40 por cento de vitórias. Fora de casa ainda não venceu. «É um trabalho fraco. Pela pontuação, os números não mentem. Estou a fazer um trabalho fraco», admitiu.
Depois, justificou essa expressão. «Estivemos em vários jogos perto de concretizar em pontos a nossa dedicação, não conseguimos. O projeto passa pela integração daquilo que é a formação. Hoje tivemos oito jovens, vários jogaram. Vamos sofrer, esta é uma temporada difícil, que provoca algum sofrimento em termos pontuais, mas achamos que poderemos lutar por algo que já assumi publicamente, que é a possibilidade de entrarmos na Libertadores no final da temporada», explicou.
Além disso, sobre o jogo em concreto, Luís Castro não deixou passar em branco um episódio que levou ao segundo golo do Palmeiras.
«O Grémio merece respeito e tem de ser respeitado. Nós fizemos um 'workshop' antes do início da temporada. Veio um senhor da arbitragem falar connosco, reuniu toda a equipa, mostrou imagens de que não iam tolerar lançamentos vindos de qualquer pessoa fora do estádio. E na frente do [árbitro] assistente não foi cumprida uma regra. Foi-nos dito que iria ser cumprida», criticou.