Agüero

Cinco golos em 20 minutos – OK, descontando o intervalo pelo meio – não chegam para bater a proeza de Lewandowski há duas semanas, mas confirmam Sergio Agüero como grande candidato a protagonista da temporada em Inglaterra. A reviravolta sobre o Newcastle, que valeu o regresso à liderança, não foi exclusivo seu: De Bruyne pintou a manta e, por entre passes decisivos, também marcou um grande golo. Mas foi inevitável a frustração em todos os espectadores – no estádio ou na TV - quando se viu a placa com o número 10, dando ordem para a saída de Agüero: o argentino tinha acabado de marcar o quinto golo da tarde, em outros tantos remates, e parecia destinado a não ficar por ali. Pellegrini explicou a substituição com a precaução devido a um toque sofrido na primeira parte. Mas ficará sempre a interrogação: como teria sido com mais dez minutos de Kun?

Alexis Sanchez

Continuando por Inglaterra, eis o protagonista do grande jogo da ronda, que não só ditou a troca de comandante entre as equipas de Manchester como relançou as ambições de um Arsenal abalado pelos desaires na Champions. A demolição do Manchester United em meia hora (3-0) teve outros atores destacados pelo meio, de Walcott a Ozil, mas começou e acabou com dois golos de classe do chileno, a maior referência de qualidade destes «gunners» que apesar dos desaires internacionais já têm a liderança a apenas dois pontos.

Lewandowski

Com um bis à antiga equipa, o polaco prosseguiu o estado de graça: 12 golos em oito jornadas de campeonato ou, se preferirem, uma dúzia nos últimos quatro jogos oficiais. Se a isto lhe juntarmos três golos na Champions, mais três na seleção e ainda um na Taça, temos números dignos de Messi e Ronaldo para os primeiros dois meses da época do matador polaco. No entretanto, o Bayern acabou com quaisquer dúvidas que pudessem subsistir: a goleada por 5-1 a um Borussia Dortmund até aqui invicto cava um fosse de sete pontos para o segundo classificado e transforma a Bundesliga numa promessa de passeio para a equipa de Guardiola, que parecem destinada a tornar-se a primeira tetracampeã em toda a história da competição.

Ibrahimovic

Dois penáltis em três minutos e eis o recorde de Pauleta ultrapassado. Não num jogo qualquer, claro: Zlatan não faz as coisas pela metade, e aproveitou o clássico dos clássicos, o jogo que mais paixões desperta num futebol francês de adeptos pouco apaixonados para, com o bis ao Marselha, garantir que o seu nome ocupa a primeira fila nos livros de história dos parisienses. 110 golos em 137 jogos: chapeau. Ah, é verdade: o PSG venceu o clássico e já tem cinco pontos de avanço sobre a concorrência mais próxima. Ou será mais correto escrever «concorrência»?

Deyverson

A sete minutos do fim do jogo com o Villarreal, aproveitando um bom cruzamento de Ghilas, o antigo avançado do Belenenses tirou este coelho da cartola:

Um grande golo (o seu segundo na Liga) a fazer com que os extremos se tocassem: primeira vitória do Levante nesta edição da prova e primeira derrota do Villarreal. O líder a perder com o último classificado, numa jornada em que nenhum dos seis primeiros conseguiu vencer. Costumava dizer-se que estas coisas só podiam acontecer em Inglaterra. Pelos vistos não…

Insigne

Entre jogos grandes e eleições, pode ter passado despercebido o facto histórico de que este domingo testemunhou uma das piores goleadas caseiras alguma vez sofrida pelo Milan na série A. Os 4-0 do Nápoles, que até nem tinha começado particularmente bem esta época, tiveram uma assinatura: a do pequeno agitador (1,63 m) napolitano – sim, nasceu mesmo em Nápoles – autor de dois golos e uma assistência. Vejam esta obra de arte, para o 0-3

Paulo Sousa

A vitória (3-0) sobre a Atalanta fechou uma semana perfeita: três jogos, três vitórias, 11-1 em golos e, já agora, a liderança isolada da série A, com uma ajudinha portuguesa pelo meio. Longe vão os tempos em que os adeptos da Fiorentina antecipavam a sua chegada com slogans ofensivos nas paredes de Florença. No ano charneira para a afirmação de um treinador de topo, os viola estão transformados, neste arranque de temporada, numa máquina que dá gosto ver jogar. Face ao impasse em que vivem os históricos como Juventus, Milan e o próprio Inter, parece legítimo considerá-los candidatos de corpo inteiro a um scudetto que não vai para aqueles lados há quase 50 anos.

Ana Borges

A fechar, e porque o futebol feminino vai ganhando cada vez maior exposição, referência para o título de campeã de Inglaterra, conquistado neste domingo pela internacional lusa. Mesmo não tendo saído do banco na goleada do Chelsea ao Sunderland (4-0), que fechou as contas do campeonato, a extremo, de 25 anos, junta este título – o primeiro na história das jogadores dos «blues» - à Taça de Inglaterra, que já tinha vencido no passado mês de agosto.