O empate entre Inglaterra e Uruguai (1-1), em jogo particular, ficou marcado por uma enorme confusão em torno de Manuel Ugarte, ex- Sporting, com a possibilidade de o médio ter visto dois cartões amarelos sem ser expulso.
No entanto, o relatório oficial da UEFA veio esclarecer o lance e contrariar a perceção inicial, bem como os grafismos da transmissão do jogo.
Durante o encontro, gerou-se a ideia de que o ex-jogador do Sporting teria sido admoestado por duas vezes (71m e 80m), escapando de forma insólita ao cartão vermelho após alegada anulação de um dos amarelos.
No final, Harry Maguire não escondeu a perplexidade. «Fomos informados de que o Ugarte recebeu dois cartões amarelos e o segundo foi anulado, o que é novidade para nós. Depois disseram-nos que o primeiro foi, afinal, para o Giménez. Ou seja, em vez de dois amarelos, o Ugarte não teve nenhum», criticou.
Também o selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, apontou falhas graves à arbitragem, lamentando a decisão de não expulsar o médio uruguaio e o penálti assinalado nos descontos.
«Um jogador recebeu dois amarelos numa partida, mas não foi expulso. Foi um dia mau para o árbitro», afirmou, acrescentando ainda críticas ao lance do empate.
«É um penálti muito suave. Fiquei surpreendido por saber que o VAR estava a funcionar», referiu o técnico.
Contudo, o relatório oficial no site da UEFA vem dissipar dúvidas: o primeiro cartão amarelo foi exibido pelo juiz Sven Jablonski a José María Giménez, por protestos, e não a Ugarte pela falta sobre Cole Palmer.
O médio do Manchester United viu apenas um amarelo, já na segunda parte, por comportamento antidesportivo. Assim, não existiu qualquer erro disciplinar na não expulsão, apenas um raro caso de comunicação confusa dentro de campo.