O futebol italiano continua num estado de ebulição depois do afastamento da fase final do Mundial, às mãos da Bósnia e Herzegovina na final do play-off de apuramento.
Depois de o presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina, ter apresentado a demissão do cargo, o antigo guarda-redes Gianluigi Buffon, que desempenhava funções no organismo, seguiu-lhe o exemplo.
«Agora que o presidente Gravina decidiu sair, sinto-me livre para fazer aquilo que considero ser um ato de responsabilidade, porque, apesar da convicção de que construímos muito a nível de espírito e de grupo com Gattuso e a sua equipa técnica, no pouco tempo disponível da seleção, o principal objetivo era o de levar a Itália de volta ao Mundial e não o conseguimos», explicou Buffon, na oficialização do adeus.
«Procurei desempenhar as minhas funções dando tudo de mim, tentando ser um elo de ligação, de diálogo e de sinergia entre as várias seleções jovens para ajudar a estruturar, juntamente com os responsáveis, um projeto que, começando nos escalões mais jovens, chegue até à seleção sub-21. Consegui a integração de algumas figuras importantes neste projeto, com grande experiência, mas como acredito na meritocracia e na especialização das funções, caberá a quem de direito avaliar a qualidade destas escolhas», acrescentou.
No seguimento da demissão de Gravina do cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol, lugar que ocupava desde 2018, foi convocada uma assembleia eletiva extraordinária para o próximo dia 22 de junho.
A Itália, recorde-se, falhou pela terceira vez consecutiva a presença na fase final de um Mundial, que não disputa desde 2014.