Os clubes italianos estão a ponderar um corte nos salários dos jogadores face à paragem das competições, na sequência da propagação do novo coronavírus, Covid-19, que já provocou a morte de mais de 6.000 pessoas no país.

Bruno Alves, internacional português que representa o Parma, está disposto a um ajuste salarial se o campeonato italiano não chegar ao fim, mas considera que tal só poderá acontecer se os preços descerem, em geral.

«Essas questões da redução salarial são assuntos muito sensíveis. Se não terminar o campeonato concordo com um ajuste. Mas penso que se houver reduções salariais por não podermos jogar terão de haver regras para tudo o que está à nossa volta. Não podem reduzir os salários aos jogadores e continuarem na mesma os alimentos, as rendas, os impostos. Temos que implementar as regras no geral. Tem que haver justiça», salientou.

Em declarações ao programa Bola Branca da Rádio Renascença, Bruno Alves concluiu o seu raciocínio: «Os jogadores de futebol fazem parte da sociedade e é assim que tem que funcionar. Se tudo se resolver e o campeonato continuar, penso que não deverão haver reduções. Se o campeonato não continuar e decidirem reduzir os salários, terão de reduzir tudo à nossa volta porque as contas para pagar são as mesmas. Mas a redução salarial não é o mais importante. O mais importante é preservarmos a nossa saúde.»