Alisson Santos, avançado brasileiro que o Sporting emprestou ao Nápoles em janeiro, confessou que tem nos planos continuar no clube italiano.

«O Nápoles é um sonho e gostava de continuar cá por muito tempo», afirmou em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, assumindo que não contava com um convite do emblema do sul de Itália nesta fase da carreira. «Não esperava este convite, até porque estava a jogar pouco no Sporting.»

Alisson admitiu que «é especial jogar num estádio que tem o nome de Maradona» e ao lado de Kevin De Bruyne, «um jogador que admirava desde criança».

Ainda assim, e à exceção do pai que também foi futebolista, ninguém foi capaz de criar tanto impacto em Alisson quanto Neymar. «Via-o sempre e queria jogar na posição dele. Gosto da forma como enfrenta os adversários e os ultrapassa muitas vezes. O drible é algo natural para mim desde criança», que aprimorou «na praia, na rua, nos campos de futebol e no futsal».

Acreditando estar «um pouco mais perto de realizar o sonho» de chegar à seleção brasileira, Alisson lançou ainda o jogo com o Milan, da próxima segunda-feira (19h45), para a 31.ª jornada da Liga italiana, no qual pode reencontrar o internacional português Rafael Leão. «Ele é meu amigo, conheci-o em Lisboa. Acho que é um grande jogador. Vamos ver se joga, porque estava lesionado», disse.

Nos primeiros sete jogos que disputou pelo Nápoles, o avançado brasileiro de 23 anos marcou dois golos e foi eleito o melhor jogador do clube no mês de fevereiro.

No último mercado de inverno, o campeão italiano pagou 3,5 milhões de euros de taxa pela cedência de Alisson até ao final da temporada, com uma opção de compra fixada nos 16,5 milhões de euros.