Jesualdo Ferreira era um homem feliz da vida no final do empate (0-0) com o At. Madrid que colocou o F.C. Porto entre as oito melhores equipas da Europa. O técnico estava eufórico e teve um discurso emocionado:

«Um grande abraço aos jogadores e um grande abraço ao público. Como tinha dito, foram determinantes na passagem aos oitavos-de-final da Champions. O público porque apoiou a equipa e isso foi decisivo para o adversário. Os jogadores porque interpretaram fielmente o que lhes pedi.

O F.C. Porto dominou os noventa minutos do jogo. Pode ter parecido que o At. Madrid chegou a ter o controlo do jogo, mas nunca teve. O F.C. Porto foi a única equipa que quis ganhar. Criou várias oportunidades de golo e só não ganhou porque foi infeliz na concretização e porque o guarda-redes do At. Madrid voltou a ser decisivo.

Surpreendeu-me a estratégia do At. Madrid de entrar muito retraído. Pensei que fosse para nos adormecer. Por isso ontem disse que hoje teríamos de fazer um trabalho táctico, de muita paciência. O At. Madrid percebeu a lição na primeira-mão, nunca se desguarneceu atrás, deixou sempre dois homens atrás, o Paulo Assunção e o Raul Garcia, entrou em campo sem o Forlán, o que me parece um sinal de respeito pelo F.C. Porto.

Fomos melhores, dominámos o jogo e fomos inteligentes. Estamos entre os oito melhores da Europa e isso é um profundo orgulho para o F.C. Porto.»