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O goleador leiriense compreende a insistência, mas responde de forma diplomática: «Tem sido um hábito de há muitos anos ver estrangeiros nos primeiros lugares na lista de melhores marcadores. Isso quer dizer que são bons e, por isso, são bem-vindos. É um tema ingrato. Claro que os clubes deviam apostar ainda mais na formação, mas é compreensível: vivem de resultados e se entendem que a forma mais rápida de os obter é ir lá fora, temos de respeitar.»

«É legítimo sonhar com a Selecção», diz João Paulo

Num plantel onde a capacidade anímica não andará nos píncaros, o camisola 30 leiriense é uma verdadeira pedrada no charco. Motivadíssimo e determinado, poderá ser ele a bússola que capaz de guiar a equipa até à almejada salvação? «O colectivo compreende vários jogadores. Todos somos importantes e se cada um de nós der o melhor em prol do objectivo da equipa estará, com certeza, a incentivar o colega do lado. Gostava de contagiar os meus companheiros e, com isso, fortificar o colectivo», afiança.

Outra questão que se coloca neste momento é saber quanto tempo mais irá João Paulo ficar em Leiria. Com contrato até 2009, o avançado não esconde a sua ambição, preferindo, contudo, ajudar primeiro a equipa o mais possível: «Tenho de viver a minha realidade e essa, neste momento, é a U. Leiria. É nela que tenho de me concentrar a 100 por cento. Se sair, será uma situação natural. Voltar a emigrar? Por que não? Estou com 27 anos, num momento fantástico, e, como toda a gente, trabalho para conseguir o melhor para mim. Mas quero que seja também o melhor para o meu clube.»

O futebolista teve para já um revés. O quinto amarelo tira-o do encontro do Dragão da próxima jornada, frente ao F.C. Porto.