O Maisfutebol desafiou os treinadores portugueses que trabalham no estrangeiro, em vários pontos do planeta, a relatar as suas experiências para os nossos leitores. São as crónicas Made in Portugal:

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JORGE CORDEIRO, FOLLO FK (Noruega)

«Caros leitores,

O meu nome é Jorge Cordeiro, sou natural de Portalegre, tenho 34 anos e a 30 de Maio de 2012 iniciei um novo desafio na minha carreira profissional.

O destino foi a Noruega, onde jogo atualmente como médio no Follo FK, acumulando as funções de treinador da academia.

Sou também treinador de uma equipa de Sub-15 da cidade onde vivo, Ski.

O meu percurso no futebol começou aos 7 anos no Estrela de Portalegre, clube onde permaneci até aos 13, data em que aceito o convite para o êxodo rural. Lisboa foi o meu destino e o Sport Lisboa e Benfica o meu novo clube.

Estive durante dez anos no S.L.B, o que contribuiu para o meu crescimento e desenvolvimento enquanto jogador de futebol. Neste período de tempo representei a seleção nacional.

Tive 45 internacionalizações nos escalões de formação, fui campeão europeu Sub-16 na Bélgica, vice-campeão europeu de Sub-18 na Islândia e participei no campeonato do mundo de Sub-17, no Equador.

Após a passagem pelo Benfica, joguei no Portimonense, Seixal, Barreirense, Torreense, Oriental e, por último, a A.D. Oeiras, clube que representei durante sete anos. Foi durante o meu trajeto neste clube familiar que me licenciei em Radiologia e concluí os cursos de treinador (UEFA B).

Dos sete anos que vesti a camisola pela A.D.O, houve como em todas as histórias, alegrias e tristezas, subidas e descidas de divisão.

Mas foi na época de 2011/2012 que a A.D.O conquistou pela primeira vez e de forma histórica a subida à 2 divisão B. Foi desta forma que eu deixei de jogar futebol em Portugal e me transferi para a Noruega, para uma nova casa chamada Follo FK.

Agradeço ao Maisfutebol a oportunidade de partilhar alguns dos momentos do meu percurso no futebol.

Falarei em breve sobre a minha aventura em terras escandinavas.

Longe, mas ao mesmo tempo tão perto,

Jorge Cordeiro.»