O FC Porto, reagiu, em comunicado, à decisão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), que manteve a decisão instrutória da juíza Ana Peres, do Tribunal Central de Instrução Criminal, e optou por não levar a SAD do Benfica a julgamento no caso denominado «E-Toupeira».

Os dragões «constatam que o processo E-Toupeira vai chegar a julgamento com o banco dos réus desfalcado do elemento a quem aproveitou o crime, no plano desportivo». Na mesma nota, o FC Porto diz concluir que «a SL Benfica Futebol SAD não foi pronunciada em consequência de uma “guerra” entre o Ministério Público e a Magistratura.

Por sua vez, o Sporting diz comungar da «perplexidade geral» e considera «incompreensível a cisão operada e agora mantida entre a referida SAD e o Dr. Paulo Gonçalves», antigo assessor jurídico do Benfica, que vai a julgamento.

Leia o comunicado do FC Porto na íntegra:

A FC Porto Futebol SAD constata que o processo E-Toupeira vai chegar a julgamento com o banco dos réus desfalcado do elemento a quem aproveitou o crime, no plano desportivo.

Esta constatação deriva de interpretações divergentes não sobre os factos reais mas sim sobre a natureza e grandeza das provas que tornassem inequívocas as relações entre mandados e mandantes, sendo certo que partilhavam o mesmo corredor no Estádio da Luz.

Lidas as peças processuais resultantes da investigação, da decisão da juíza de Instrução e, agora, dos juízes do Tribunal da Relação, torna-se evidente que a SL Benfica Futebol SAD não foi pronunciada em consequência de uma “guerra” entre o Ministério Público e a Magistratura.

Apesar de tudo, continuamos a acreditar que será possível que a verdade desportiva venha a triunfar.

 

Leia o comunicado do Sporting na íntegra:

A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD comunga da perplexidade geral face ao Acórdão, conhecido hoje, que decidiu não pronunciar a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, no caso vulgarmente conhecido como ‘e-toupeira’ e foi por isso que, em tempo, acompanhou o recurso oportunamente apresentado pelo Ministério Público.

Sem prejuízo daquilo que possa sustentar a decisão, em termos de argumentos de carácter formal e técnico, permanece incompreensível a cisão operada e agora mantida entre a referida SAD e o Dr. Paulo Gonçalves, o qual, a ser assim, teria agido de motu proprio, com objectivo e finalidades difíceis de conceber. A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD continuará a bater-se pela verdade desportiva com energia e intransigência, permanecendo atenta e actuante no âmbito dos diversos processos sob investigação e que indiciam práticas de enorme gravidade, com potencial impacto na verdade desportiva e que serão, uma vez provadas, merecedoras de sanção adequada nos planos criminal e desportivo.

(Artigo atualizado)