Vítor Catão, antigo diretor desportivo do São Pedro da Cova, de Gondomar, foi absolvido esta segunda-feira no processo em que estava acusado de recrutar 11 atletas estrangeiros sem processo de legalização na época 2018/19.

Durante a leitura do acórdão no Tribunal São João Novo, no Porto, a presidente do coletivo de juízes apontou que as provas não foram suficientes para provar os casos. Assim, o tribunal decidiu em função de provas concretas.

«Uma coisa é a convicção do tribunal, outra é o que se prova», afirmou a magistrada, citada pela agência Lusa.

À saída do tribunal, Vítor Catão assumiu estar aliviado. «Estou aliviado, sou um cidadão fantástico e o futebol deve muito ao Vítor Catão», disse o ex-dirigente, aos jornalistas.

Refira-se que o processo envolvia ainda um antigo treinador do São Pedro da Cova, Armando Santos, que foi condenado a um ano e seis meses de prisão, pena suspensa por dois anos.

O tribunal provou que o antigo técnico teve participação ativa na contratação ilegal de um jogador e agiu com dolo.

A acusação do Ministério Público (MP) defendia que os arguidos «recrutaram e inscreveram 11 atletas de nacionalidade brasileira que, até ao fim da época e saída do clube, não foram titulares de qualquer visto ou título válido que os habilitasse a permanecer ou exercer qualquer atividade em território português».

O MP considerava ainda que os arguidos prometeram aos atletas a sua legalização, mas nunca o fizeram, e alojaram os jovens em divisões do clube onde pernoitaram em beliches ou nas suas próprias casas.