O antigo avançado jogou no Inter Milão entre 1989 e 1992 e, mais tarde, em 1997, também vestiu a camisola da Sampdória e, desde então, tem acompanhado de forma atenta o futebol italiano, particularmente a Série A. «Significa que as equipas italianas ficaram paradas no tempo. Está bem que são mestres na táctica, mas isso já não chega, porque o jogo vive do movimento sem bola. Em Inglaterra e Espanha as acções são mais velozes, directas e agressivas. Na Série A não, o futebol é lento e fechado», destacou o antigo internacional alemão numa entrevista Gazzetta dello Sport.

«Vejo muitos dos vossos jogos [Série A] e noto estes problemas que depois têm custos na Europa. O Milan apresentou-se de forma desastrosa, o Inter e Juve foram afastados porque respeitaram o nível da Série A. Falta ambição», acrescentou antes de se referir especificamente ao Inter. «Podem ter Mourinho e Ibrahimovic, mas nos relvados internacionais conta o grupo. Deve ter vontade de combater, de saber sofrer e desfrutar o momento decisivo: lutar mais e correr mais, tudo. Não vi estes pressupostos. As super-estrelas não funcionam sem esta colaboração», referiu.

No ranking da UEFA, a Alemanha tem vindo a aproximar-se do terceiro lugar da Itália e, a continuar assim, pode, a longo prazo, «roubar» um lugar na Champions aos italianos. «Não creio, estamos atrasados, a Bundesliga tem os mesmos defeitos do que a Série A. Falta fome em campo, devemos criar estímulos para os jogadores, que devem querer melhorar de dia para dia. Não é só da nossa parte, também há um atraso cultural. Eu no Bayern tive de mudar tudo para resistir na Europa», referiu o treinador que afastou o Sporting com duas goleadas nos oitavos-de-final.